
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, se reuniu nesta sexta-feira (13) com delegados da Polícia Federal responsáveis pela investigação sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
O encontro, iniciado por volta das 15h30, teve como objetivo apresentar ao novo relator um panorama geral das apurações, incluindo o que já foi produzido, relatórios parciais, análises de celulares apreendidos e os próximos passos da investigação.
Mendonça assumiu a relatoria do inquérito na quinta-feira (12), após a saída de Dias Toffoli do caso. A mudança ocorreu depois da divulgação de um relatório da PF que mencionava o nome do ministro em mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Toffoli negou qualquer irregularidade e afirmou que a empresa Maridt Participações, da qual é sócio, mas não administrador, é uma empresa familiar administrada por seus irmãos. A companhia integrou o grupo responsável pelo resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), que posteriormente teve participação vendida a um fundo ligado ao Banco Master.
Com a redistribuição do processo, caberá a Mendonça avaliar se o inquérito deve continuar no STF ou se parte, ou a totalidade, das investigações deve ser remetida à primeira instância.
Segundo relatos de bastidores, a tendência inicial é manter o caso no Supremo ao menos até que haja clareza sobre o alcance das apurações e eventual envolvimento de autoridades com foro por prerrogativa de função.
A mudança na relatoria foi formalizada após reunião convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin. No encontro, os ministros entenderam que não havia elementos suficientes para declarar a suspeição de Toffoli e validaram todos os atos já praticados no processo.
A nova fase da investigação começa sob clima de tensão institucional, com expectativa sobre os próximos movimentos do relator, especialmente quanto à definição do foro e à análise do material já reunido pela PF.