
O dólar caiu e fechou no menor nível desde maio de 2024. A moeda americana recuou 0,26% nesta terça-feira (24) e encerrou o dia cotada a R$ 5,1553. Na mínima, chegou a R$ 5,1424.
Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançou e voltou ao patamar dos 191 mil pontos, acompanhando o movimento positivo nos mercados internacionais.
Entrou em vigor nos Estados Unidos uma tarifa adicional de 10% sobre produtos importados que não estejam na lista de isenção. A medida foi confirmada pela U.S. Customs and Border Protection e corresponde ao percentual anunciado pelo presidente Donald Trump na sexta-feira (20).
Apesar de Trump ter mencionado uma possível alta para 15%, o aumento aplicado foi de 10%. Segundo o Financial Times, a elevação maior pode vir posteriormente, por meio de decreto formal.
No caso do Brasil, estudo da Global Trade Alert aponta que o país está entre os mais beneficiados pelas mudanças, com redução média de 13,6 pontos percentuais nas tarifas. Ainda assim, setores como aço e alumínio seguem com alíquota de 50%, somada aos novos 10%.
Investidores também acompanham declarações de dirigentes do Federal Reserve. A diretora Lisa Cook afirmou que a inteligência artificial pode provocar mudanças estruturais no mercado de trabalho americano. Já Austan Goolsbee, presidente do Fed de Chicago, disse que cortes de juros podem ocorrer até o fim do ano, caso a inflação recue.
Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, 98% do mercado espera manutenção das taxas na próxima reunião.
Juros mais altos nos Estados Unidos costumam fortalecer o dólar e pressionar moedas emergentes, como o real. A percepção de estabilidade ajudou a reduzir a pressão cambial nesta sessão.
No Brasil, o Banco Central informou que o déficit em transações correntes foi de US$ 8,4 bilhões em janeiro de 2026, menor que no mesmo mês de 2025. No acumulado de 12 meses, o rombo caiu para 2,92% do PIB.
Também avançou no Parlamento do Mercosul o acordo comercial com a União Europeia, que agora segue para votação no plenário da Câmara.
Dólar
Semana: -0,40%
Mês: -1,76%
Ano: -6,07%
Ibovespa
Semana: -0,88%
Mês: +4,13%
Ano: +17,21%
O mercado segue atento ao discurso anual de Trump no Capitólio e aos próximos sinais do Fed, enquanto a política comercial americana continua sendo o principal fator de volatilidade global.