
Caldas Novas concentra mais de 80% dos casos confirmados de chikungunya em Goiás em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES). O município já contabiliza 1.169 confirmações da doença até esta quarta-feira (25), o equivalente a 82,67% dos registros no Estado.
Em todo o território goiano, são 2.923 casos notificados e 1.414 confirmados neste ano. Três óbitos seguem em investigação e, até o momento, não há mortes confirmadas pela doença.
Em janeiro, Caldas Novas chegou a decretar situação de calamidade na saúde por suspeita de aumento de casos de dengue. Posteriormente, a SES confirmou que se tratava de uma epidemia de chikungunya.
Segundo a subsecretária de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, o Estado montou força-tarefa para atuar no município, com monitoramento dos atendimentos, controle do vetor e reforço na assistência.
Sem vacina disponível, o controle da chikungunya depende da eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da dengue e da zika.
Nesta semana, a cidade iniciou a instalação de 2 mil Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), tornando-se a primeira do Estado a adotar a tecnologia. As armadilhas atraem o mosquito, que entra em contato com o larvicida e espalha o produto em outros criadouros.
Além disso, equipes municipais realizam aplicação de fumacê nos bairros mais afetados.
Além de Caldas Novas, os municípios com maior número de confirmações em 2026 são:
Rialma – 56 casos
Corumbaíba – 51 casos
Ceres – 28 casos
Rio Quente – 15 casos
Goiânia – 14 casos
Morrinhos – 13 casos
Adelândia – 13 casos
Jataí – 10 casos
Aparecida de Goiânia – 6 casos
A SES reforça que a doença é autoimune e geralmente ocorre uma única vez na vida, mas alerta que o aumento de casos pode pressionar o sistema de saúde. A orientação é dedicar ao menos 10 minutos por semana para vistoriar a casa e eliminar possíveis focos do mosquito.