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Vereador Fabrício Rosa é preso durante ato do MST em Goiás

Parlamentar foi detido por desacato e desobediência, segundo a PM; defesa e movimento falam em ação arbitrária

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
17/04/2026 às 17h28
Vereador Fabrício Rosa é preso durante ato do MST em Goiás
Foto: Reprodução

O vereador por Goiânia Fabrício Rosa (PT) foi preso na manhã desta sexta-feira (17) durante uma manifestação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em Santa Helena de Goiás, no sudoeste do estado. A prisão foi registrada em vídeo e repercutiu nas redes sociais.

Segundo a Polícia Militar do Estado de Goiás, o parlamentar foi detido em flagrante pelos crimes de desacato e desobediência após descumprir ordens policiais e tentar ultrapassar o bloqueio montado na rodovia.

De acordo com a Polícia Militar, a corporação foi acionada para atender a uma ocorrência de bloqueio total da via, promovido por manifestantes. A interdição teria impedido o tráfego de veículos, levando à adoção de protocolos de gerenciamento de crise e isolamento da área.

Ainda segundo a PM, Fabrício Rosa teria insistido em acessar o local, desobedecendo orientações da equipe policial, além de proferir ofensas contra os agentes. A corporação afirma que houve resistência à prisão, sendo necessário o uso de força para contê-lo.

Outro manifestante, identificado como Leandro de Almeida Costa, integrante da coordenação nacional do MST, também foi detido.

Versão do vereador e da defesa

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que o vereador questiona os policiais sobre o impedimento de acesso à manifestação. Durante a gravação, ele critica a atuação da corporação.

“É permitido andar na rodovia. Mais uma vez, a Polícia Militar [...] não quer permitir que um parlamentar…”, diz o vereador, antes de ser interrompido pela voz de prisão.

A assessoria de Fabrício Rosa afirma que a abordagem foi arbitrária e que não houve situação que justificasse a acusação de desacato. Segundo a equipe, o parlamentar teria sido agredido durante a ação, sofrendo lesões nas costas.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra se manifestou em apoio ao vereador e ao outro detido. Em nota, o MST afirmou que o ato era pacífico e já estava sendo encerrado no momento da intervenção policial.

A manifestação tinha como pauta denúncias sobre supostas dívidas de uma usina da região com a União e reivindicações por justiça social.

Desdobramentos

Após a prisão, Fabrício Rosa e Leandro foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Santa Helena de Goiás, onde prestaram depoimento acompanhados por advogados da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares em Goiás (Renaap-GO).

Os dois foram liberados e devem passar por exame de corpo de delito em Rio Verde.

O caso deve ser analisado pelas autoridades competentes, que irão apurar as circunstâncias da prisão, incluindo possíveis excessos ou irregularidades na abordagem policial.

A Polícia Militar reforçou, em nota, que sua atuação foi “necessária para o restabelecimento da ordem pública” e que seguiu protocolos operacionais.

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