
A Polícia Federal informou que não há pontos cegos nas imagens da tentativa de suicídio de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e investigado no caso ligado ao Banco Master.
Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, toda a ação dentro da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte foi registrada pelas câmeras de segurança.
De acordo com a corporação, as imagens mostram desde o momento da tentativa de suicídio até o atendimento prestado pelos policiais federais, sem áreas fora do alcance das câmeras.
A PF abriu um inquérito e uma sindicância interna para apurar todas as circunstâncias do episódio e informou que os registros em vídeo serão encaminhados ao gabinete do ministro André Mendonça, relator das investigações no Supremo Tribunal Federal.
Mourão foi preso na Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras ligado ao Banco Master.
Na mesma operação também foi detido o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado pela investigação como líder da organização criminosa.
Segundo a PF, Mourão teria papel central no grupo chamado “A Turma”, responsável por monitorar pessoas consideradas adversárias do banco, acessar ilegalmente sistemas sigilosos e realizar ações de intimidação.
O relatório da investigação aponta ainda que o investigado atuaria como “longa manus” — expressão jurídica usada para indicar alguém que executa ordens de outra pessoa — nas práticas violentas atribuídas ao grupo.
Após o episódio, Mourão foi levado para o Hospital João XXIII, onde foi internado em estado grave.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades de saúde, a morte cerebral do investigado foi confirmada no hospital.
A defesa afirmou que havia se reunido com Mourão horas antes do incidente e que ele estava “em plena integridade física e mental” naquele momento.
As investigações seguem para esclarecer completamente como ocorreu a tentativa de suicídio dentro da unidade da Polícia Federal.