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Operação prende suspeitos de vender atestados e exames falsos

Grupo atuava há quatro anos em Goiânia e Aparecida vendendo exames e documentos médicos falsificados pela internet, incluindo testes de gravidez e DNA

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
24/03/2026 às 16h42
Operação prende suspeitos de vender atestados e exames falsos
Foto: Reprodução

Uma operação da Polícia Civil de Goiás prendeu sete suspeitos de integrar um esquema de falsificação e venda de atestados médicos e exames laboratoriais falsos. As prisões ocorreram nesta terça-feira (24) em Goiânia e Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

De acordo com a investigação, o grupo atuava há cerca de quatro anos, comercializando documentos falsificados pela internet por meio de sites com aparência profissional, que simulavam plataformas de serviços médicos.

Segundo a delegada Bárbara Buttini, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), os documentos eram enviados tanto em formato digital quanto físico e tinham aparência legítima, com carimbos, assinaturas de médicos, códigos CID e outros dados médicos falsificados.

Tabela de preços dos documentos

As investigações apontaram que os suspeitos mantinham uma tabela de preços para a venda dos documentos falsos. No caso dos atestados médicos, por exemplo, os valores variavam entre R$ 30 e R$ 150, dependendo do período de afastamento solicitado pelo comprador.

Entre os documentos comercializados pelo grupo estavam:

  • atestados médicos para justificar faltas no trabalho
  • exames laboratoriais falsos
  • exames de DNA
  • testes de gravidez (inclusive com escolha do resultado)
  • atestados relacionados a aborto
  • atestado de aptidão física
  • atestados para saque de FGTS
  • documentos para dispensa do serviço militar
  • receitas médicas falsificadas

Impacto das fraudes

Segundo a Polícia Civil, o esquema vai além de uma fraude comum, já que envolve documentos sensíveis que podem impactar processos judiciais, relações familiares e decisões médicas.

“Trata-se de uma atuação extremamente grave, que ultrapassa a fraude comum, atingindo diretamente a fé pública e a saúde coletiva”, afirmou a delegada Bárbara Buttini.

Ela destacou ainda que a falsificação de exames de DNA pode afetar vínculos familiares e direitos de filiação, interferindo diretamente em decisões judiciais.

A polícia segue investigando o caso para identificar outros envolvidos no esquema e possíveis compradores dos documentos falsos.

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