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Rússia prepara envio de segundo navio de petróleo a Cuba

Nova remessa de combustível ocorre em meio à crise energética na ilha, agravada por sanções dos Estados Unidos e apagões que atingem milhões de pessoas

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
02/04/2026 às 17h37
Rússia prepara envio de segundo navio de petróleo a Cuba
Foto: Reprodução

A Rússia anunciou que está preparando o envio de um segundo navio de petróleo para Cuba, em meio à grave crise energética enfrentada pela ilha caribenha. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (2/4) pelo ministro da Energia russo, Sergey Tsivilyov, que afirmou que a nova carga está sendo preparada como ajuda humanitária ao país.

Segundo o ministro, representantes do governo cubano estiveram recentemente em São Petersburgo para discutir a cooperação energética entre os dois países. Tsivilyov afirmou que o envio do combustível ocorre em meio ao que classificou como um bloqueio que isola Cuba no mercado internacional de petróleo.

“Cuba está sob bloqueio total. Está isolada. Um navio russo furou o bloqueio e agora um segundo está sendo carregado. Não vamos deixar os cubanos na mão”, afirmou o ministro.

No início da semana, o petroleiro russo Anatoly Kolodkin chegou ao porto de Matanzas, em Cuba, transportando cerca de 100 mil toneladas de petróleo, o equivalente a aproximadamente 700 mil barris de combustível.

O carregamento foi descrito por autoridades russas como ajuda humanitária destinada a aliviar a crise energética enfrentada pela ilha. A carga pode garantir combustível para geração de energia por alguns dias e reduzir temporariamente os apagões registrados no país.

Crise energética e apagões

Cuba enfrenta uma grave escassez de combustíveis, resultado de dificuldades econômicas, redução de fornecimento externo e das sanções impostas pelos Estados Unidos contra países que comercializam petróleo com o governo cubano.

A situação provocou apagões em larga escala, incluindo um episódio recente em que cerca de 10 milhões de pessoas ficaram sem energia elétrica em todo o país.

Além das sanções, a crise energética se agravou após a interrupção ou redução de fornecimentos tradicionais de petróleo vindos de países como Venezuela e México, historicamente parceiros energéticos da ilha.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, agradeceu ao governo russo e ao presidente Vladimir Putin pelo envio da carga de petróleo, destacando a importância da cooperação entre os dois países em um momento considerado crítico.

“Obrigado à tripulação do navio-tanque Anatoly Kolodkin, cuja chegada ao porto cubano com sua valiosa carga de combustível nos traz a certeza de uma amizade testada nos momentos mais difíceis”, afirmou o presidente cubano.

  • O envio de petróleo também ocorre em meio ao aumento das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Rússia e países aliados de Cuba.

Especialistas apontam que a nova remessa de combustível pode oferecer apenas alívio temporário à crise energética, já que o país depende de importações constantes para manter o funcionamento de suas usinas e da rede elétrica nacional.

Apesar disso, o envio reforça a parceria histórica entre Rússia e Cuba e demonstra a disposição de Moscou em manter apoio energético à ilha, mesmo diante das restrições impostas pelo governo norte-americano.

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