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OMS confirma sete casos de hantavírus em cruzeiro na Argentina

Surto envolve variante andina do vírus, considerada a única capaz de transmissão entre humanos

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
11/05/2026 às 16h10
OMS confirma sete casos de hantavírus em cruzeiro na Argentina
Foto: Reprodução

A Organização Mundial da Saúde confirmou nesta segunda-feira (11) sete casos do hantavírus andino entre passageiros de um cruzeiro turístico que navegava pela América do Sul.

Segundo a organização, o número total de casos investigados chegou a nove. Três pessoas morreram durante o surto, incluindo um passageiro que teria sido o primeiro infectado, mas morreu antes da confirmação laboratorial.

A atualização ocorreu após autoridades da França confirmarem que uma passageira francesa retirada do navio MV Hondius também testou positivo para o vírus.

O caso chama atenção internacional porque a cepa andina do hantavírus é considerada a única variante conhecida capaz de transmissão entre humanos por meio de contato próximo e prolongado.

Variante circula na Argentina e no Chile

O hantavírus andino é encontrado principalmente na Argentina e no Chile. O navio partiu da Argentina antes do registro dos casos.

Embora o hantavírus normalmente seja transmitido pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores contaminados, especialistas alertam que a variante andina apresenta comportamento diferente e pode se espalhar entre pessoas em determinadas situações.

A OMS acompanha o caso junto às autoridades sanitárias internacionais para monitorar possíveis novos casos entre passageiros e tripulantes.

O que é o hantavírus?

O hantavírus pertence a uma família de vírus que pode causar duas doenças principais: uma síndrome pulmonar grave e outra que afeta os rins.

A forma respiratória, conhecida como síndrome pulmonar por hantavírus, preocupa mais por apresentar alta taxa de mortalidade, próxima de 40%.

Os sintomas costumam começar entre uma e oito semanas após a exposição ao vírus e incluem febre, fadiga, dores no corpo e sintomas parecidos com gripe.

Dias depois, podem surgir tosse intensa, dificuldade para respirar e acúmulo de líquido nos pulmões.

Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), o diagnóstico inicial é difícil porque os sintomas podem ser confundidos com os de infecções respiratórias comuns.

Não há tratamento específico

Até o momento, não existe tratamento antiviral específico para hantavírus.

O atendimento é baseado em suporte médico, hidratação e auxílio respiratório em casos graves.

Especialistas recomendam evitar contato com roedores e ambientes contaminados. Também orientam que fezes secas de ratos não sejam varridas ou aspiradas, já que isso pode espalhar partículas do vírus pelo ar.

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