
Os servidores da rede municipal de Educação de Goiânia decidiram suspender a greve iniciada no dia 12 de maio após uma audiência de conciliação entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás e a Prefeitura de Goiânia no Tribunal de Justiça de Goiás.
Com a decisão, as aulas nas escolas municipais foram retomadas nesta quarta-feira (20).
Segundo a presidente em exercício do sindicato, Ludmylla Morais, o movimento não foi encerrado oficialmente.
De acordo com ela, o documento firmado no TJ-GO prevê apenas a suspensão temporária da paralisação enquanto as negociações avançam.
“Não, a greve não foi encerrada”, afirmou a dirigente ao g1.
Ela explicou que uma nova assembleia será realizada em cerca de 15 dias para acompanhar o andamento das propostas apresentadas pela prefeitura.
Entre as principais reivindicações dos servidores está o plano de carreira dos trabalhadores administrativos da Educação.
Segundo o acordo firmado até agora, a prefeitura se comprometeu a estruturar a proposta em até 30 dias, com previsão de implementação em agosto.
Também ficou acordado que não haverá corte de ponto nem retaliação aos profissionais que participaram da greve.
Além do plano de carreira, os servidores reivindicam:
pagamento do piso para professores;
definição da data-base dos administrativos;
cronograma para progressões;
cumprimento da lei do descongelamento salarial;
convocação de 102 aprovados em concurso público.
Segundo o sindicato, a prefeitura sinalizou avanço nas negociações sobre esses pontos durante a audiência de conciliação.
O Sintego informou que cinco representantes da categoria foram escolhidos para compor a comissão que acompanhará a construção da proposta de carreira dos servidores administrativos.
Segundo Ludmylla Morais, a suspensão da greve ocorreu após a prefeitura apresentar disposição para negociar os pontos reivindicados.
“Como a prefeitura sinalizou avanço, cabia ao sindicato propor a bandeira branca”, afirmou.