
A Comurg afastou 16 pessoas da empresa após decisão judicial relacionada à Operação Pacto Oculto, que investiga suspeitas de fraudes em acordos trabalhistas extrajudiciais firmados pela companhia. A medida foi cumprida nesta terça-feira e prevê afastamento cautelar por 60 dias.
A operação foi deflagrada na semana passada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap), da Polícia Civil de Goiás. Segundo as investigações, os acordos sob suspeita podem ter sido usados em um esquema de desvio de dinheiro público e possível prática de rachadinha.
A Comurg informou que os indícios investigados são referentes à gestão anterior, envolvendo processos realizados entre 2023 e 2024. A própria companhia afirmou ter encaminhado denúncias à polícia após identificar irregularidades durante apurações internas.
Entre os afastados por decisão da Justiça, cinco ainda estavam em atividade e já respondiam a processos administrativos disciplinares. Em 2025, antes mesmo da operação, a companhia já havia anunciado a demissão de 11 servidores ligados aos casos investigados.
Segundo a Comurg, o presidente da empresa, Cleber Aparecido Santos, determinou o bloqueio imediato de crachás, senhas, logins, e-mails institucionais e acessos aos sistemas internos dos investigados. Também foram recolhidos notebooks, celulares funcionais, tokens, chaves e outros materiais corporativos.
As investigações continuam para identificar o destino dos recursos e a possível participação de outros envolvidos no esquema. A Polícia Civil também analisa movimentações financeiras consideradas suspeitas entre investigados e pessoas ligadas aos acordos trabalhistas.