
Pelo menos 100 alunos do Colégio Estadual em Período Integral Professor Sérgio Fayad Generoso, em Formosa, no Entorno do Distrito Federal, apresentaram sintomas de mal-estar após consumirem a merenda escolar servida na última quinta-feira (28). A principal suspeita é de um caso de intoxicação alimentar, mas as causas ainda estão sendo investigadas.
Segundo relatos de familiares, diversos estudantes apresentaram dores estomacais, náuseas, vômitos, diarreia e até episódios de desmaio. Alguns precisaram de atendimento médico no Hospital Estadual de Formosa entre quinta-feira e domingo.
“Mais de 100 crianças passaram mal. Uma das minhas sobrinhas desmaiou e a outra precisou ser internada”, relatou o mestre de obras Weslei Lopes de Oliveira à TV Anhanguera.
A pasta informou que a direção da unidade acionou os órgãos de saúde responsáveis, prestou apoio aos alunos e servidores e encaminhou amostras dos alimentos servidos para um laboratório especializado em Brasília. Os exames deverão indicar se houve contaminação alimentar e qual teria sido sua origem.
De acordo com informações da escola, o cardápio servido no almoço incluía arroz, feijão de caldo, escondidinho de carne moída, salada de repolho com tomate e laranja.
A principal suspeita inicial recai sobre o escondidinho de carne moída, embora ainda não exista confirmação oficial sobre qual alimento teria provocado os sintomas.
Após a notificação do caso, equipes da Vigilância Sanitária Municipal realizaram uma vistoria completa na unidade escolar.
Segundo o coordenador da Vigilância Sanitária de Formosa, Eric Tostes, foram analisadas as condições da cozinha, despensa, armazenamento dos alimentos, higienização dos utensílios e os procedimentos de preparo das refeições.
“Nós procuramos possíveis falhas sanitárias, contaminação cruzada e qualquer fator que pudesse comprometer a segurança dos alimentos, mas não encontramos evidências de irregularidades”, explicou.
A carne moída utilizada na refeição também foi inspecionada. Apesar de não apresentar sinais aparentes de contaminação, o produto foi descartado por já estar descongelado e não poder mais ser utilizado.
Além da investigação dentro da unidade escolar, a Vigilância Sanitária anunciou uma força-tarefa em estabelecimentos comerciais localizados nas proximidades do colégio.
O objetivo é verificar se algum alimento consumido pelos estudantes fora da escola pode ter relação com os casos registrados.
Enquanto os resultados laboratoriais não são concluídos, a origem do surto permanece sob investigação. As autoridades de saúde aguardam os laudos para confirmar se os sintomas foram causados por intoxicação alimentar e identificar a possível fonte da contaminação.