
O governo federal atualizou a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção e incluiu 180 novas espécies ou subespécies entre os animais que precisam de atenção especial para conservação. Ao mesmo tempo, 150 espécies foram retiradas da relação após nova avaliação do estado de conservação.
A atualização foi realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e publicada pelo Ministério do Meio Ambiente.
Com a revisão, a lista passa a reunir 790 espécies ou subespécies ameaçadas de extinção em todo o país. O documento também mantém uma relação de nove espécies oficialmente consideradas extintas no Brasil.
Entre os animais incluídos na nova lista estão a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), classificada como Vulnerável (VU), além do bugio-preto (Alouatta caraya) e do tamanduaí (Cyclopes rufus).
As espécies ameaçadas foram distribuídas em cinco categorias de risco:
FERRAMENTA DE CONSERVAÇÃO
A atualização da lista é considerada uma ferramenta fundamental para a proteção da biodiversidade brasileira. Além de indicar quais espécies enfrentam maior risco de desaparecimento, o levantamento serve de base para ações de conservação, monitoramento e recuperação da fauna em diferentes regiões do país.
O documento também auxilia na formulação de políticas públicas, na definição de áreas prioritárias para preservação e no desenvolvimento de projetos voltados à proteção dos ecossistemas brasileiros.
A nova lista substitui a versão publicada em 2022 e foi elaborada a partir de avaliações técnicas realizadas com apoio de pesquisadores, universidades e instituições ligadas à conservação ambiental.