
O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou um inquérito para investigar possíveis irregularidades trabalhistas no chamado "reality dos empregados", promovido pelos influenciadores Viih Tube e Eliezer, ex-participantes do Big Brother Brasil (BBB).
O programa, intitulado As Patroas, gerou forte repercussão nas redes sociais após internautas criticarem a exposição de funcionários domésticos em uma competição por prêmios em dinheiro, redução da carga de trabalho e outros benefícios.
Em nota, o MPT informou que tomou conhecimento do caso por meio da imprensa e decidiu abrir um procedimento para apurar os fatos.

Após a repercussão negativa, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) também se manifestou nas redes sociais. Sem citar diretamente os influenciadores, a Corte publicou uma mensagem alertando que situações vexatórias no ambiente de trabalho podem configurar assédio moral e violação de direitos.
"Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever", afirmou o tribunal.
Depois da polêmica, Viih Tube e Eliezer removeram do ar o primeiro episódio do reality. Em seguida, algumas funcionárias utilizaram as redes sociais para defender o casal, afirmando que a competição oferecia prêmios como dinheiro, motocicleta e outras recompensas.

O primeiro episódio de As Patroas foi publicado na última terça-feira (30), com previsão de novos episódios às terças e aos sábados.
Segundo Viih Tube, a proposta era reunir os funcionários em provas que rendiam pontuações e prêmios em dinheiro, variando entre R$ 1 mil e R$ 3 mil. Ao final da competição, o participante com maior pontuação receberia um prêmio adicional de R$ 20 mil, além dos valores acumulados durante o programa.
A influenciadora também afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que os empregados que optassem por não participar seriam considerados eliminados da disputa.
Mesmo após a retirada dos vídeos, as críticas continuaram nas redes sociais, enquanto o Ministério Público do Trabalho segue apurando se a dinâmica violou direitos trabalhistas ou expôs os empregados a situações incompatíveis com a legislação.