
O Governo de Goiás decretou situação de emergência ambiental em todo o estado para reforçar o combate aos incêndios durante o período de estiagem. A medida foi publicada por meio do Decreto nº 10.962, com validade de 120 dias, e ocorre em um momento em que o Corpo de Bombeiros registra uma média de um incêndio por hora em 2026.
Entre janeiro e julho deste ano, a corporação atendeu 4,2 mil ocorrências de incêndio em Goiás. O número corresponde a cerca de 25,7% de todos os registros contabilizados ao longo de 2025.
Como uma das principais medidas do decreto, o governo suspendeu o uso do fogo em áreas de vegetação entre 1º de julho e 31 de outubro, período considerado o mais crítico da seca no estado.
A restrição vale para todo o território goiano e busca reduzir o risco de queimadas. A exceção é para povos indígenas, comunidades quilombolas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, desde que cumpram os procedimentos legais e comuniquem previamente a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).
O decreto também autoriza contratações temporárias, aquisição de equipamentos e outras medidas para ampliar a capacidade de resposta dos órgãos estaduais no combate aos incêndios.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a maior parte das ocorrências registradas neste ano foi de incêndios urbanos, que representam mais de 90% dos atendimentos.
Os principais casos envolveram incêndios em vegetação, residências, veículos e edificações especiais.
Já os incêndios florestais continuam exigindo atenção, principalmente com o avanço da estiagem, período em que aumentam os riscos de propagação do fogo em áreas de vegetação nativa.
Além dos prejuízos ambientais, os incêndios têm provocado impactos na infraestrutura elétrica do estado.
Em 2025, a Equatorial Goiás registrou 384 ocorrências de queimadas que atingiram a rede de distribuição de energia, deixando aproximadamente 59,7 mil unidades consumidoras sem fornecimento.
Os municípios de Goiânia, Luziânia, Catalão, Senador Canedo e Cristianópolis concentraram o maior número de ocorrências.
O governo estadual também determinou que os órgãos públicos intensifiquem campanhas de conscientização e orientem a população sobre os riscos do uso do fogo durante a seca.