
O mercado do boi gordo encerra o mês de julho com preços firmes na maior parte das praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A oferta restrita de animais prontos para o abate continua sustentando as cotações, mesmo com parte dos frigoríficos reduzindo o ritmo das negociações.
Na quinta-feira (30), o Cepea registrou novos reajustes de R$ 5 por arroba em algumas regiões, enquanto a maior parte dos negócios foi fechada com preços estáveis.
As escalas de abate permaneceram entre dois e sete dias, refletindo a dificuldade dos frigoríficos em adquirir animais terminados.
No Tocantins, a arroba subiu R$ 5, com negociações entre R$ 325 e R$ 330, enquanto as escalas variaram de dois a seis dias.
Na região de Três Lagoas (MS), a oferta limitada também manteve o mercado aquecido. Os negócios foram realizados entre R$ 330 e R$ 335 por arroba, com escalas próximas de uma semana.
Em Cuiabá (MT), os preços permaneceram estáveis. Segundo compradores, a demanda por carne continua lenta, reduzindo o volume de abates e limitando pagamentos acima de R$ 325 por arroba.
Já em São Paulo, o mercado apresentou maior liquidez, embora a negociação entre pecuaristas e frigoríficos continue dificultando o fechamento dos negócios. A arroba foi comercializada entre R$ 345 e R$ 350, com alguns lotes alcançando R$ 355. As escalas permaneceram entre cinco e sete dias.
No mercado atacadista, a carne bovina voltou a apresentar alta moderada.
Segundo o Cepea, a carcaça casada do boi atingiu R$ 23,69 por quilo, acumulando valorização de 1,2% na semana e registrando o terceiro reajuste consecutivo.