
Um incêndio florestal que já dura mais de três dias destruiu mais de 10 mil hectares de vegetação na região da Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra Geral de Goiás e no entorno do Parque Estadual de Terra Ronca, no nordeste goiano.
Os dados são do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ). Os primeiros focos foram detectados no domingo (10), na região dos municípios de São Domingos e Guarani de Goiás.
Segundo o Corpo de Bombeiros, levantamentos preliminares indicam que alguns focos começaram na Bahia e avançaram para Goiás impulsionados pelo vento.
Militares e brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) atuam no combate às chamas.
As condições climáticas têm favorecido a rápida propagação do incêndio. A combinação entre ventos fortes e vegetação extremamente seca faz com que as chamas avancem por grandes distâncias em pouco tempo.
Segundo o gerente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Albino Batista Gomes, uma das prioridades das equipes é evitar que o fogo avance pela serra e alcance áreas ambientalmente mais sensíveis.
O trabalho busca principalmente proteger fontes de água, veredas e nascentes da região de Terra Ronca.
O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) mantém o estado em atenção máxima diante da estiagem e dos baixos índices de umidade, condições que aumentam significativamente o risco de novos incêndios florestais.
O Parque Estadual de Terra Ronca possui aproximadamente 57 mil hectares e abriga um dos mais importantes patrimônios espeleológicos do Brasil, com um amplo conjunto de cavernas.
A unidade de conservação também protege áreas relevantes do Cerrado, incluindo espécies da fauna e da flora, além de nascentes, veredas e outros recursos hídricos.
As equipes seguem mobilizadas para controlar o incêndio e impedir que as chamas avancem sobre áreas de maior importância ambiental.