
A Colômbia autorizou os Estados Unidos a realizarem operações militares conjuntas no combate ao narcotráfico em território colombiano. O anúncio foi feito pelo secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, durante uma reunião realizada no Panamá nesta quarta-feira (12).
Ainda não há uma data divulgada para o início das operações.
A cooperação ocorre após o novo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, decidir integrar o país ao chamado “Escudo das Américas”, coalizão antidrogas liderada pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A aliança reúne cerca de 20 países.
Segundo Hegseth, o governo colombiano solicitou a participação americana no enfrentamento ao que classificou como “narcoterrorismo”, autorizando operações conjuntas contra grupos criminosos e suas redes.
A iniciativa representa uma das primeiras medidas na área de segurança do novo governo colombiano. Durante sua posse, na última sexta-feira (7), De la Espriella afirmou que pretende combater o narcotráfico e as organizações criminosas e descartou negociações de paz com grupos armados.
A Colômbia é considerada o maior produtor mundial de cocaína, enquanto os Estados Unidos são o principal mercado consumidor da droga.
Diversas organizações armadas que utilizam o narcotráfico como fonte de financiamento permanecem em atividade no território colombiano. Segundo relatório da Fundação Ideias para a Paz, elaborado com dados oficiais de 2025, esses grupos reuniam aproximadamente 25 mil integrantes.
Além das operações conjuntas, o Departamento de Estado americano anunciou que pretende destinar US$ 1 bilhão à Colômbia para ações na área de segurança.
Os recursos deverão reforçar a estratégia de combate ao narcotráfico e às organizações criminosas no país.
Os detalhes sobre como serão conduzidas as operações militares, quais forças participarão e quando as ações terão início ainda não foram divulgados pelos dois governos.