
O goleiro Hugo Souza, do Corinthians, denunciou ter sido alvo de ofensas racistas durante o empate por 0 a 0 contra o Rosario Central, na quinta-feira (13), pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores.
O episódio aconteceu no Estádio Gigante de Arroyito, em Rosário, na Argentina. Segundo o jogador, os insultos partiram de torcedores da equipe argentina posicionados nas arquibancadas atrás do gol.
Hugo afirmou que as ofensas aconteceram repetidamente durante a partida e relatou ter ouvido termos como "macaco", "mono" e outras expressões racistas.
O goleiro comunicou a situação à arbitragem durante o confronto.
Após a denúncia feita pelo jogador, o árbitro uruguaio Andrés Matonte realizou com os braços o gesto utilizado para indicar o acionamento do protocolo antirracismo da Conmebol.
Apesar disso, a partida não chegou a ser paralisada.
Hugo voltou a reclamar das ofensas no segundo tempo. Ángel Di María, capitão do Rosario Central, também foi informado sobre o ocorrido e chegou a pedir calma aos torcedores.
Após o confronto, Hugo Souza lamentou a recorrência de episódios semelhantes e afirmou que, dentro de campo, sua alternativa foi comunicar a arbitragem e tentar manter a concentração na partida.
Depois do jogo, o Corinthians publicou uma nota oficial repudiando as ofensas contra seu goleiro.
O clube classificou o episódio como racismo e informou que cobrará uma investigação para identificar os responsáveis e buscar as punições cabíveis.
O Corinthians também lamentou que casos dessa natureza continuem acontecendo no futebol.
Dentro de campo, Rosario Central e Corinthians empataram por 0 a 0, deixando a definição da vaga para o confronto de volta.
O resultado esportivo, porém, ficou em segundo plano diante da denúncia realizada pelo goleiro corintiano.
O caso deverá agora ter seus desdobramentos acompanhados fora das quatro linhas, enquanto o Corinthians cobra a identificação e responsabilização dos envolvidos.
Racismo é crime e não pode ser tratado como parte do futebol.