
A Prefeitura de Goiânia aprovou os testes com câmeras inteligentes instaladas para identificar pessoas e veículos envolvidos no descarte irregular de lixo e entulho. Após cerca de 30 dias de operação na Região Noroeste, a administração municipal concluiu que o sistema tem viabilidade técnica para funcionar de forma contínua e integrada.
Nesta sexta-feira (4), uma reunião entre a Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) deve apresentar os relatórios técnicos finais do projeto-piloto. Com os resultados, a Prefeitura pretende iniciar o processo para contratar o serviço por meio de licitação e ampliar o monitoramento para outros pontos da capital.
Ainda não foram definidos o custo da implantação nem o prazo para instalação dos novos equipamentos.
O projeto-piloto funciona na Rua JB-7, no Jardim Fonte Nova, onde foram instaladas duas câmeras de alta definição.
Durante o período de testes, os equipamentos registraram casos de descarte irregular e, segundo a Prefeitura, todos os flagrantes identificados resultaram em autuações.
As multas começam em R$ 5 mil e podem chegar a R$ 30 mil em caso de reincidência. Quando a placa do veículo utilizado no descarte é identificada, a autuação pode ser direcionada ao proprietário.
Goiânia possui mais de mil pontos de descarte irregular de resíduos, segundo dados divulgados anteriormente pela administração municipal.
O sistema permite identificar placas de veículos e reconhecer rostos. As imagens são transmitidas para a central da GCM, localizada no Paço Municipal, onde o monitoramento ocorre em tempo real. A Secretaria Municipal de Tecnologia é responsável pela administração do sistema.
As câmeras funcionam 24 horas por dia, utilizam energia solar e conexão sem fio, o que dispensa a instalação de cabos de energia e internet.
Os equipamentos também contam com microfone e sirene. Ao identificar movimentação no local, o sistema pode emitir um alerta para a central da Guarda Civil.
A tecnologia permite ainda que os agentes se comuniquem com a pessoa pelo próprio equipamento. A intenção é advertir quem estiver prestes a descartar resíduos e orientar sobre a utilização dos ecopontos da cidade, tentando impedir a irregularidade antes que ela seja consumada.

Com a aprovação técnica do projeto-piloto, a próxima etapa será definir a contratação do serviço e os locais que poderão receber as câmeras.
Os equipamentos deverão ser identificados, deixando claro que a área está sendo monitorada.
Além de facilitar a fiscalização e a aplicação de multas, a Prefeitura espera reduzir a formação de pontos clandestinos de descarte, que podem provocar acúmulo de resíduos, proliferação de animais e outros problemas relacionados à saúde pública.