
A eliminação do Vasco para o Boca Juniors na semifinal da Copa Sul-Americana ganhou um novo capítulo fora de campo. Nesta quarta-feira (21), o Flamengo divulgou uma nota relatando depredações no Maracanã após a partida disputada na noite anterior.
Segundo o clube, as informações foram repassadas pelo Consórcio Maracanã, responsável pela administração do estádio.
De acordo com o comunicado, centenas de cadeiras foram quebradas, além de danos registrados em banheiros, bares, estruturas das rampas de acesso e sinalização.
O Flamengo classificou os episódios como “atos de vandalismo” praticados por uma parcela dos torcedores presentes.
Além dos prejuízos ao patrimônio, existe uma preocupação imediata.
O Maracanã receberá nesta quinta-feira (22), às 21h30, o confronto entre Flamengo e Estudiantes, pelo jogo de volta da semifinal da Libertadores.
Após o empate por 0 a 0 na Argentina, o Rubro-Negro precisa vencer para garantir uma vaga na final. Um novo empate leva a disputa para os pênaltis.
Segundo o comunicado do Flamengo, profissionais responsáveis pela operação do estádio trabalharam durante a madrugada para realizar os reparos necessários.
A expectativa é receber mais de 70 mil torcedores, com os ingressos esgotados para a semifinal.
Os danos ocorrem justamente depois de semanas de disputa envolvendo o direito do Vasco de utilizar o estádio.
Sem poder mandar a semifinal da Sul-Americana em São Januário devido à exigência de capacidade mínima estabelecida pela Conmebol, o Vasco buscou o Maracanã como alternativa.
O pedido encontrou resistência do Consórcio Fla-Flu e desencadeou uma disputa que passou por manifestações públicas e decisões judiciais até que a utilização do estádio pelo Vasco fosse autorizada.
O cenário torna o episódio desta semana ainda mais sensível.
É importante, porém, separar as responsabilidades. A acusação divulgada pelo Flamengo se refere a uma parcela dos torcedores presentes e não ao Vasco como instituição nem à totalidade de sua torcida.
A sequência do calendário deixa pouco tempo para recuperação do estádio.
Vasco e Boca jogaram na noite de terça-feira. Já na quinta, Flamengo e Estudiantes estarão no mesmo gramado para outra semifinal continental, desta vez pela Libertadores.
Por isso, além da apuração sobre os responsáveis pelas depredações, existe uma corrida operacional para garantir que os setores atingidos estejam novamente em condições de receber o público.
O episódio também reacende uma discussão que vai além da rivalidade entre os clubes.
O Maracanã é palco de algumas das maiores histórias do futebol brasileiro. Rivalidade faz parte delas. Depredação do patrimônio, não.