
A conta de luz dos goianos já ficou mais mais cara a partir desta semana. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste tarifário anual da Equatorial Goiás, que atende cerca de 3,49 milhões de unidades consumidoras no estado.
O aumento médio será de 18,74% para consumidores residenciais da categoria B1, que inclui imóveis urbanos e de baixa renda.
Já para os clientes de baixa tensão no meio rural, o reajuste chega a 19,01% — o maior entre todas as faixas.
Consumidores de alta tensão, como comércios e indústrias, terão acréscimo médio de 17,04% nas contas.
De acordo com a Aneel, o reajuste reflete a elevação dos custos de distribuição, transporte e compra de energia, além de encargos setoriais e componentes financeiros que afetam o setor elétrico.
“Os principais fatores do aumento são os custos repassados das geradoras e os encargos definidos em lei”, informou a agência.
O governador Ronaldo Caiado (UB) criticou o reajuste nas redes sociais e culpou o governo federal pelo aumento, afirmando que a alta no preço da energia dificulta o desenvolvimento econômico de Goiás.
“Goiás não consegue se desenvolver ainda mais por não ter energia suficiente para atender à demanda”, escreveu Caiado.
A Equatorial Goiás não se manifestou sobre o impacto direto aos consumidores, mas informou que o reajuste é determinado pela Aneel, dentro do calendário nacional de revisão tarifária.
O novo valor começa a valer imediatamente nas contas emitidas a partir desta quarta-feira (22) e será sentido no próximo ciclo de faturamento.
O aumento ocorre em um momento de recuperação gradual do consumo de energia no estado, impulsionado pelo calor e pelo crescimento de pequenas indústrias e comércios.
Com o reajuste, Goiás passa a ter uma das tarifas residenciais mais altas do Centro-Oeste, reforçando o alerta de especialistas sobre a necessidade de incentivar o consumo consciente e a eficiência energética.