
A médica Claudia Soares Alves, de 43 anos, presa no ano passado por raptar um recém-nascido em uma maternidade de Uberlândia (MG), foi novamente detida nesta quarta-feira (5), agora suspeita de envolvimento na morte de uma mulher em 2020.
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, o crime teria sido motivado por ciúmes: Claudia mantinha um relacionamento com o ex-marido da vítima, Renata Bocatto Derani, de 38 anos, e queria ficar com a filha do casal.
A médica foi presa em Itumbiara, no sul de Goiás, durante o cumprimento de três mandados de prisão temporária, que podem ser prorrogados por mais 30 dias e convertidos em prisão preventiva.
De acordo com o delegado Eduardo Leal, da Delegacia de Homicídios de Uberlândia, a investigação apontou que Claudia contou com a ajuda de dois homens para executar o crime.
A vítima foi baleada cinco vezes em frente a uma farmácia no bairro Presidente Roosevelt, em novembro de 2020, quando chegava ao trabalho.
“A motivação está relacionada a uma disputa emocional e familiar. A suspeita teria planejado a morte de Renata para assumir o papel de mãe da criança”, afirmou o delegado.
Os investigadores afirmam que a médica financiou a execução e acompanhou o planejamento do assassinato. Os outros dois suspeitos, apontados como executores, também foram alvos de mandados de prisão nesta quarta.
Claudia já havia sido presa em julho de 2024, quando entrou em uma maternidade se passando por pediatra e raptou um bebê recém-nascido poucas horas após o parto.
Câmeras de segurança registraram o momento em que a médica deixa o hospital com a criança nos braços. O bebê foi localizado horas depois e devolvido à família.
A médica, graduada pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), atuava como professora na Universidade Estadual de Goiás e na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) antes de ser presa.
A Polícia Civil de Minas Gerais trabalha agora para comprovar a participação direta da médica no homicídio, além de investigar possíveis conexões entre os dois crimes.
Claudia permanece presa e será transferida para o presídio feminino de Uberlândia. A defesa da médica e dos demais investigados ainda não se manifestou.