
O Museu do Louvre, em Paris, na França, foi fechado temporariamente na manhã desta segunda-feira (19) após estudantes bloquearem o acesso ao local. A manifestação foi organizada em apoio aos protestos que se espalham pelo país contra cortes nos serviços públicos, problemas na educação e a atuação da polícia durante as mobilizações.
O bloqueio começou antes da abertura do museu, prevista para as 9h, no horário local. Com os acessos ocupados pelos manifestantes, o Louvre não conseguiu receber visitantes normalmente.
Em comunicado publicado nas redes sociais, a administração informou sobre o fechamento temporário e pediu desculpas pelos transtornos. Não foi divulgado um horário para a retomada das visitas.

A mobilização foi organizada por alunos da Escola do Louvre, instituição de ensino superior localizada no complexo do museu, e contou com a participação de estudantes da Escola de Belas-Artes.
Os manifestantes distribuíram panfletos para explicar os motivos do bloqueio.
No documento, os estudantes criticaram a redução de investimentos em serviços públicos, a falta de profissionais e a deterioração de instituições de ensino.
O grupo também condenou o que considera uma resposta violenta das autoridades às manifestações.
Segundo os organizadores, o objetivo é pressionar o governo francês a atender às reivindicações de estudantes e trabalhadores.
A manifestação no Louvre ocorre em meio a uma onda de protestos iniciada em setembro, principalmente por estudantes do ensino médio.
As primeiras mobilizações cobravam melhorias nas condições das escolas e a contratação de professores, especialmente em bairros populares.
Com o avanço do movimento, as reivindicações passaram a incluir o combate à desigualdade social, a preservação dos serviços públicos e medidas contra o aumento do custo de vida.
No sábado (17), manifestações foram realizadas em diversas cidades francesas, reunindo grandes multidões.
Alguns atos terminaram em confrontos com a polícia, saques e incêndios.
De acordo com o balanço apresentado até domingo (18), os episódios de violência deixaram um manifestante morto, quase 1.800 pessoas detidas e centenas de policiais feridos.
Os números refletem a dimensão dos confrontos registrados durante as mobilizações e podem ser atualizados pelas autoridades francesas.
Além do bloqueio estudantil, o Louvre já vinha enfrentando mobilizações de funcionários por melhores condições de trabalho e remuneração.
Desde outubro de 2025, trabalhadores do museu realizaram paralisações e protestos relacionados à estrutura de funcionamento da instituição.
As reivindicações ganharam força após o roubo registrado no museu em 19 de outubro de 2025, episódio que também ampliou o debate sobre segurança e gestão do patrimônio cultural.
O novo fechamento acontece exatamente um ano depois daquele episódio.
O Louvre é um dos museus mais visitados do mundo e recebe turistas de diferentes países.
Com o bloqueio desta segunda-feira, visitantes foram impedidos de entrar no complexo durante o período da manifestação.
Até a última atualização das informações, a administração não havia confirmado quando o funcionamento seria normalizado.
O fechamento amplia a repercussão dos protestos franceses, que agora também atingem um dos principais símbolos culturais e turísticos do país.