
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou em alta de 1,72% nesta quarta-feira (5), atingindo 153.294 pontos — o maior nível de fechamento da história.
Na máxima do dia, o índice chegou a 153.583 pontos, impulsionado pelo bom desempenho das principais ações e pelo otimismo externo, com as bolsas dos Estados Unidos também em alta.
De acordo com o analista técnico Gilberto Coelho, da XP, o Ibovespa mantém tendência de alta pelas médias de 21 e 200 dias, com espaço para novas máximas. O movimento marca 11 sessões consecutivas de valorização, algo que não acontecia desde julho de 2024 — e que só foi superado em 1994, quando o índice subiu por 15 pregões seguidos.
O resultado ocorre em meio à expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que será divulgada após o fechamento do mercado.
A previsão é de manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas.
Economistas do Itaú e do Citi avaliam que o Banco Central deve manter o discurso cauteloso, apesar de reconhecer alguma melhora na inflação. Para o mercado, os cortes nos juros podem começar no início de 2026, caso a autoridade monetária adote uma postura mais neutra até o fim do ano.
Entre as principais altas do dia:
Petrobras PN (PETR4) subiu 1,98%, na contramão da queda do petróleo no exterior.
Vale ON (VALE3) avançou 1,72%, apesar da leve baixa do minério de ferro na China.
Bradesco PN (BBDC4) e BTG Pactual (BPAC11) registraram altas de 2,12% e 2,75%, respectivamente.
Banco do Brasil (BBAS3) ganhou 1,53%, enquanto Santander (SANB11) subiu 2,75%.
C&A (CEAB3) disparou 8,51%, após lucro líquido de R$ 69,5 milhões no terceiro trimestre.
Fora do índice, Kepler Weber (KEPL3) saltou 7,46%, após proposta de combinação de negócios da A-AG Holdco.
Com o volume financeiro de R$ 25,6 bilhões, a B3 vive um dos momentos mais otimistas dos últimos anos.
O mercado agora aguarda o comunicado do Copom para medir o tom do Banco Central em relação à inflação, crescimento e política monetária — fatores que devem definir os próximos rumos da Bolsa brasileira.