
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, afirmou que o governo federal vai encaminhar ao Congresso Nacional, com urgência constitucional, um projeto de lei que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. Segundo ele, o texto deve ser enviado após o carnaval e é tratado como prioridade do Executivo em 2026.
De acordo com o parlamentar, propostas com urgência constitucional precisam ser analisadas em até 45 dias na Câmara e 45 dias no Senado. Caso isso não ocorra, a pauta de votações do Congresso fica travada até a deliberação do tema.
Lindbergh afirmou que o fim da escala, em que o trabalhador atua seis dias seguidos para folgar apenas um, será um dos principais debates políticos do país neste ano. Segundo ele, a medida é uma bandeira direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O debate do Imposto de Renda já está superado. A próxima grande bandeira do governo é o fim da escala 6x1. Com a urgência constitucional, esse tema vira o centro da discussão política no país”, afirmou.
O deputado também citou ações recentes do governo voltadas ao aumento da renda das famílias, como a isenção do Imposto de Renda, o reajuste do salário mínimo e o programa Gás do Povo.
Outra prioridade destacada por Lindbergh é a regulamentação do trabalho por aplicativos, como motoristas e entregadores. Para o líder do PT, é necessário garantir direitos básicos a esses profissionais.
A pauta também foi reforçada pelo presidente Lula em mensagem enviada ao Congresso durante a sessão de abertura do ano legislativo, na segunda-feira (2). O texto foi lido em plenário pelo deputado Carlos Veras (PT-CE), primeiro-secretário do Congresso Nacional.
“O tempo é um dos bens mais preciosos do ser humano. Não é justo trabalhar a semana inteira e ter apenas um dia para descansar”, afirmou Lula na mensagem.
Lindbergh Farias também declarou que o PT vai assinar os pedidos de abertura de CPI e CPMI para investigar possíveis fraudes envolvendo o Banco Master.
Segundo ele, a decisão é uma orientação do governo para aprofundar as investigações sobre o caso.
“Vamos assinar tanto a CPI da Câmara quanto a CPMI. Não vamos entrar na defensiva. Somos nós que estamos apurando e vamos esclarecer tudo”, afirmou o parlamentar.
Na Câmara, o pedido de CPI é de autoria do deputado Rodrigo Rollemberg. Já a CPMI foi apresentada pelas deputadas Heloísa Helena e Fernanda Melchionna.