
O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Marco Buzzi, é alvo de uma denúncia de assédio sexual feita por uma jovem de 18 anos. O caso teria ocorrido no dia 9 de janeiro, durante as férias da família da vítima em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, onde todos estavam hospedados na casa do magistrado.
Segundo o relato da jovem, ela estava na praia com familiares e amigos quando entrou no mar para se banhar. O ministro também estava na água e, de acordo com a denúncia, teria tentado agarrá-la por três vezes. A jovem afirma que entrou em desespero, conseguiu se afastar e correu para a areia, onde contou imediatamente o que havia acontecido aos pais.
Após o episódio, o casal deixou Santa Catarina e seguiu para São Paulo, onde registrou boletim de ocorrência em uma delegacia. Como Marco Buzzi ocupa o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça, a denúncia foi encaminhada às instâncias competentes por envolver autoridade com foro privilegiado.
O caso está sendo analisado pelo Conselho Nacional de Justiça. Em nota, o órgão informou que o procedimento tramita em sigilo, conforme determina a legislação, para preservar a vítima e evitar exposição indevida. A Corregedoria Nacional de Justiça já colheu depoimentos relacionados ao caso.
Antes disso, os pais da jovem também estiveram no Supremo Tribunal Federal, onde relataram o ocorrido, já que ministros do STJ respondem perante instâncias superiores.
O advogado da jovem e de sua família, Daniel Leon Bialski, afirmou que, neste momento, a prioridade é garantir a proteção da vítima. Segundo ele, trata-se de uma acusação grave e a família espera uma apuração rigorosa por parte das autoridades. “Aguardamos o esclarecimento completo dos fatos e o devido desfecho nos órgãos competentes”, declarou.
Em nota, Marco Buzzi negou a acusação. O ministro afirmou que foi surpreendido pelo conteúdo divulgado e disse que as informações não correspondem à realidade. Ele declarou ainda que repudia qualquer insinuação de conduta inadequada.
Marco Buzzi tomou posse no STJ em 2011, indicado pela então presidente Dilma Rousseff, e completa 68 anos nesta quarta-feira (4). O Superior Tribunal de Justiça informou que aguarda os desdobramentos do caso e que o espaço permanece aberto para manifestações.
A investigação segue em andamento, sob sigilo, no âmbito do Conselho Nacional de Justiça.