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CPMI do INSS tem bate-boca e acusações de “fake news”

Bate-boca entre parlamentares do PL e do PT interrompe sessão que apura fraudes em descontos de aposentadorias

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
05/02/2026 às 16h13 Atualizada em 05/02/2026 às 18h21
CPMI do INSS tem bate-boca e acusações de “fake news”
Foto: Reprodução

A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi marcada por troca de insultos entre deputados do PL e do PT nesta quinta-feira (5). O confronto envolveu Mauricio Marcon e Rogério Correia, durante as falas iniciais da comissão.

A discussão começou após Marcon criticar uma publicação feita por Correia nas redes sociais. A postagem trazia uma imagem criada por inteligência artificial com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto.

Marcon afirmou que a imagem era falsa e acusou o colega de espalhar desinformação. “Vou citar o nome do deputado Rogério Correia, o deputado fake news, para que ele explique ao país por que produziu uma peça falsa, feita com inteligência artificial”, disse.

O parlamentar do PL também reclamou de ter sido bloqueado por Correia nas redes sociais e ironizou a postura do petista fora do plenário.

Em resposta, Rogério Correia pediu direito de fala, negou ter criado a imagem e afirmou que o conteúdo já circulava nas redes antes de ser repostado. Disse ainda que iria desbloquear Marcon e passou a atacá-lo pessoalmente, chamando o deputado de “hiena” e de mentiroso.

A troca de ofensas seguiu por alguns minutos, com acusações mútuas de mentiras e fake news, até que o presidente da comissão, Carlos Viana, interveio para pedir silêncio e restabelecer a ordem.

A discussão ocorreu antes das votações e do depoimento de Gilberto Waller Júnior, ouvido pela comissão.

 

Lula fala sobre filho citado na CPMI

No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que conversou com o filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, após o nome dele ser citado nos debates da CPMI.

Segundo Lula, a conversa ocorreu no Palácio do Planalto. O presidente disse que deixou claro que, se o filho tiver qualquer envolvimento com irregularidades, deverá responder por isso. “Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço. Se não tiver, se defenda”, afirmou em entrevista ao portal UOL.

Lulinha não é investigado formalmente no esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Em dezembro, a CPMI rejeitou a convocação dele para depor. Mesmo assim, o presidente da comissão afirmou que pretende levar novamente à votação pedidos de convocação e de quebra de sigilos ligados a pessoas citadas nas investigações.

A CPMI do INSS apura fraudes em descontos aplicados sem autorização em benefícios de aposentados e pensionistas. As investigações buscam identificar falhas de fiscalização, possíveis esquemas de cobrança irregular e responsabilidades administrativas e políticas.

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