
O senador Flávio Bolsonaro pediu desculpas ao governador Ronaldo Caiado durante reunião realizada na quarta-feira (25/2), em Brasília, e admitiu que não conseguiu manter o acordo político que vinha sendo tratado como fechado para as eleições de 2026 em Goiás.
Segundo relato do próprio Caiado, Flávio reconheceu que havia um entendimento para composição entre o PL e o grupo governista, mas afirmou que a decisão da direção nacional do partido prevaleceu. “Reconheço que havia um acordo, mas não consegui segurá-lo”, teria dito o senador, em tom de constrangimento.
A articulação previa o deputado Gustavo Gayer compondo a chapa de Daniel Vilela ao governo, enquanto uma das vagas ao Senado ficaria com Gracinha Caiado. No Palácio das Esmeraldas, o anúncio era tratado como questão de agenda.
No entanto, o PL decidiu confirmar candidatura própria ao governo de Goiás, com Wilder Morais como pré-candidato. A definição foi reforçada em evento do partido em Brasília, quando o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, chamou Wilder de “futuro governador de Goiás”, ao lado de Flávio Bolsonaro.
A reunião entre Caiado e Flávio consolidou o rompimento das tratativas. O governador resumiu o cenário: cada grupo seguirá caminho próprio, repetindo o que já ocorreu na disputa pela Prefeitura de Goiânia.
Nos bastidores, pesou também a escolha de Ana Paula Rezende para compor a chapa como vice de Wilder, movimento interpretado no partido como sinal de que a candidatura já está estruturada.
Com a saída do PL da possível composição, o grupo governista deve reorganizar as articulações para 2026, incluindo a disputa pelas vagas ao Senado, que volta ao centro das negociações políticas em Goiás.