20°C 29°C
Goiânia, GO

Ex-ministro da Previdência é citado em delação sobre descontos do INSS

Ex-ministro da Previdência é mencionado em acordos de colaboração que investigam a chamada “Farra do INSS”; defesa ainda não se manifestou

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
27/02/2026 às 15h39 Atualizada em 27/02/2026 às 15h52
Ex-ministro da Previdência é citado em delação sobre descontos do INSS
Foto: Reprodução

O ex-ministro da Previdência Carlos Lupi foi citado em delações premiadas firmadas por ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social no âmbito da investigação sobre descontos ilegais aplicados a aposentados e pensionistas.

Os ex-gestores André Fidelis e Virgílio de Oliveira Filho mencionaram Lupi em anexos de seus acordos de colaboração, segundo apuração jornalística. Um dos trechos trata da atuação do então ministro durante o período em que os descontos irregulares eram realizados.

Operação Sem Desconto

As investigações fazem parte da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal para apurar um esquema de cobranças indevidas em benefícios previdenciários.

Lupi assumiu o ministério em janeiro de 2023 e deixou o cargo em maio de 2025, dias após a primeira fase da operação. À época, o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, também foi exonerado.

Segundo a PF, Stefanutto teria recebido pagamentos mensais de R$ 250 mil entre junho de 2023 e setembro de 2024. Lupi havia defendido publicamente o dirigente antes de sua exoneração.

Durante o período investigado, os valores descontados de aposentados saltaram de R$ 80,6 milhões para R$ 248,1 milhões.

Citações a Lulinha e desdobramentos

Além de Lupi, as delações também mencionam Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele nega qualquer envolvimento e afirma ter solicitado acesso aos autos.

O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, determinou a quebra de sigilos fiscal, bancário e telefônico de Lulinha em janeiro.

A citação do empresário na investigação motivou embates políticos na CPMI do INSS, que aprovou a quebra de seus sigilos em sessão marcada por tumulto entre parlamentares.

Quem são os delatores

Virgílio de Oliveira Filho era procurador do INSS e servidor de carreira da AGU. Ele é acusado de receber R$ 11,9 milhões de empresas ligadas ao esquema. A PF também aponta aumento patrimonial de R$ 18,3 milhões.

Já André Fidelis foi diretor de Benefícios do INSS entre 2023 e 2024. Segundo investigações, ele teria autorizado acordos que permitiram descontos automáticos em folha, habilitando 14 entidades que movimentaram cerca de R$ 1,6 bilhão.

As apurações seguem em andamento, e os citados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Goiânia, GO
21°
Tempo nublado
Mín. 20° Máx. 29°
21° Sensação
0 km/h Vento
88% Umidade
100% (14.73mm) Chance chuva
06h20 Nascer do sol
18h31 Pôr do sol
Terça
27° 20°
Quarta
22° 19°
Quinta
25° 18°
Sexta
25° 19°
Sábado
25° 19°
Economia
Dólar
R$ 5,33 +0,01%
Euro
R$ 6,08 +0,03%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 415,210,06 +2,98%
Ibovespa
177,653,31 pts -0.91%
Enquete
...
...
Publicidade