
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) articula nos bastidores a formação de uma chapa com presença feminina tanto na vice-presidência quanto no comando do Ministério da Economia. A estratégia, segundo aliados, mira a redução da rejeição entre o eleitorado feminino e tenta ampliar a aceitação do projeto bolsonarista para 2026.
Levantamento recente da Quaest mostra que 55% dos eleitores rejeitam o nome de Flávio. Em dezembro, quando anunciou a pré-candidatura, o índice era de 60%. A leitura do grupo é que uma sinalização mais ampla às mulheres pode ajudar a reduzir essa resistência.
Nos bastidores, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo Bolsonaro, aparece como opção preferencial para vice. Parte do grupo também chegou a defender o nome do governador Romeu Zema (Novo-MG), mas ele já declarou que mantém sua própria pré-candidatura ao Planalto.
Tereza Cristina afirmou que ainda é cedo para discutir composição de chapa e que a escolha do vice costuma ser definida nas etapas finais da negociação.
Para o Ministério da Economia, aliados defendem o nome de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e considerada próxima de Paulo Guedes. Ela assumiu o banco em meio à crise após a saída de Pedro Guimarães.
Outros nomes também são discutidos para a formulação do programa econômico, como Gustavo Montezano, ex-presidente do BNDES, e Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia. Ainda assim, dentro do grupo cresce a avaliação de que a campanha precisa de uma sinalização feminina forte tanto na política quanto na economia.
A definição da chapa deve ocorrer nos próximos meses, conforme o avanço das negociações internas e o cenário eleitoral nacional.