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Goiás adere a subsídio para segurar diesel

Medida anunciada por Daniel Vilela prevê ajuda de R$ 1,20 por litro e busca conter impacto da alta do combustível na economia

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
01/04/2026 às 16h26
Goiás adere a subsídio para segurar diesel
Foto: Reprodução

O governo de Goiás decidiu aderir ao subsídio temporário ao diesel proposto pelo governo federal para conter a alta do combustível no país. A medida foi anunciada nesta terça-feira (31) pelo governador Daniel Vilela (MDB), durante seu primeiro ato após assumir o cargo na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

Segundo o governo estadual, a proposta prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel, com divisão igual entre União e estados. Com a adesão de Goiás, o estado passa a integrar um grupo de 18 unidades da federação que aceitaram participar da iniciativa.

  • De acordo com Daniel Vilela, a decisão busca reduzir os efeitos da alta do combustível no custo de vida da população. Vale lembrar que na semana passada, o ex-governador Ronaldo Caiado havia declarado que o estado não tinha condições de conceder subsídios ao diesel.

O diesel tem papel central na economia brasileira por ser o principal combustível utilizado no transporte rodoviário de cargas, o que influencia diretamente o preço de alimentos, produtos e serviços.

Segundo estimativas do governo estadual, a participação de Goiás no programa pode gerar um impacto financeiro de cerca de R$ 43 milhões por mês.

Por isso, o governador afirmou que negocia com o governo federal mecanismos de compensação para reduzir o impacto nas contas públicas.

Possível compensação na dívida com a União

Uma das alternativas discutidas é a possibilidade de compensação por meio da dívida do estado com a União, dentro do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

A proposta ainda está em análise e não há definição final sobre o modelo de compensação.

Caso o subsídio seja prorrogado além do período inicial previsto, de dois meses, existe a possibilidade de que o custo seja assumido integralmente pelo governo federal.

  • A adesão de Goiás ocorre em meio à instabilidade no mercado internacional de petróleo, agravada pela guerra no Oriente Médio.

O cenário inclui ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo.

A tensão na região tem pressionado os preços do combustível e gerado preocupação com os impactos na economia.

Segundo o governo estadual, a medida busca reduzir efeitos inflacionários, garantir o abastecimento e proteger a cadeia produtiva, especialmente setores dependentes do transporte, como agropecuária e logística.

Além de Goiás, também aderiram à proposta estados como Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, entre outros.

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