
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a gerar polêmica internacional após criticar o papa Leão XIV e publicar uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece como uma figura semelhante a Jesus Cristo. A postagem foi apagada nesta segunda-feira (13), após forte repercussão negativa.
O episódio começou no sábado (12), quando o pontífice realizou uma oração do terço pela paz mundial na Basílica de São Pedro, no Vaticano — gesto que antecedeu as críticas do presidente americano.
Pouco depois da cerimônia religiosa, Trump afirmou não ser “grande fã” do papa e o classificou como “muito liberal” e “fraco no combate ao crime”.
As declarações ocorreram em meio a divergências públicas entre os dois líderes, especialmente sobre temas como imigração e conflitos internacionais, incluindo a guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
Na sequência, Trump publicou em sua rede social uma ilustração em que aparece vestindo túnica branca e vermelha, realizando um gesto de cura sobre uma pessoa — em referência direta à iconografia de Jesus Cristo.
A imagem também incluía elementos simbólicos, como:
A publicação foi interpretada por críticos como uma associação direta entre o presidente e uma figura religiosa central do cristianismo.
A repercussão foi imediata. Trump recebeu críticas de diferentes setores políticos, religiosos e até de aliados dentro de sua base conservadora.
Entre as reações:
A ex-deputada Marjorie Taylor Greene chegou a afirmar que a imagem era “mais do que blasfêmia”, enquanto outras lideranças conservadoras também se posicionaram contra o conteúdo.
Diante da repercussão, Trump apagou a publicação e tentou minimizar o episódio. Questionado por jornalistas, negou que a imagem fosse uma representação de Jesus.
“Achei que era uma imagem minha como médico, algo ligado à Cruz Vermelha”, afirmou, atribuindo a interpretação à “imprensa”.
A exclusão do conteúdo foi confirmada por veículos da mídia norte-americana.
Apesar disso, Trump mantém forte apoio entre eleitores cristãos nos Estados Unidos, especialmente entre evangélicos, e ampliou sua base entre católicos nas eleições recentes.
O episódio amplia a tensão entre lideranças políticas e religiosas em um cenário internacional já marcado por conflitos e polarização.
Além do impacto político, a controvérsia reacende debates sobre:
O caso também reforça o papel do papa Leão XIV como voz ativa em temas globais — e o impacto que suas posições continuam gerando no cenário político internacional.