
O preço do petróleo registrou forte queda nesta sexta-feira (17), recuando mais de 10% após o anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã. A medida ocorre durante o período de cessar-fogo com os Estados Unidos e marca um momento de alívio nas tensões no Oriente Médio.
Por volta das 14h50 (horário de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent — referência internacional — caía 9,20%, cotado a US$ 90,25. Mais cedo, chegou a US$ 86,41, o menor patamar em mais de um mês. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, recuava 11,41%, sendo negociado a US$ 83,89.
A queda nos preços está diretamente ligada à decisão do Irã de liberar a navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo. Em condições normais, cerca de 20% de todo o comércio global da commodity passa pelo local.
O bloqueio da passagem nas últimas semanas havia elevado os preços do petróleo, diante do risco de desabastecimento global. Com a retomada da circulação, o mercado reagiu rapidamente, ajustando as expectativas de oferta.
Dados da plataforma de monitoramento marítimo Kpler indicaram que três petroleiros iranianos já deixaram a região transportando cerca de 5 milhões de barris, sinalizando o retorno gradual das exportações.
O presidente americano, Donald Trump, agradeceu publicamente a decisão iraniana, mas afirmou que o bloqueio naval norte-americano continuará ativo fora do estreito, especialmente no Golfo de Omã.
Segundo Trump, a retirada completa das forças militares só ocorrerá após a conclusão total das negociações entre os dois países.
Apesar da forte queda nesta sexta-feira, os preços do petróleo ainda permanecem elevados em relação ao início de 2026, refletindo meses de instabilidade geopolítica.
A volatilidade do mercado segue atrelada a fatores como conflitos no Oriente Médio, decisões estratégicas de grandes produtores e movimentações diplomáticas entre potências globais.
Nos mercados internacionais, o desempenho foi misto. Em Wall Street, índices futuros indicavam alta, enquanto na Europa as bolsas apresentavam variações moderadas. Já na Ásia, a maioria dos mercados fechou em baixa.
A reabertura do Estreito de Ormuz reduz temporariamente a pressão sobre o mercado global de energia, mas especialistas avaliam que o cenário ainda é sensível.
A continuidade da queda nos preços dependerá da manutenção do cessar-fogo, da segurança da navegação na região e do avanço das negociações diplomáticas entre Irã e Estados Unidos.