
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta sexta-feira (24) manter o desembargador Ricardo Couto no cargo de governador interino do Rio de Janeiro.
A decisão reforça entendimento anterior da Corte de que, até nova deliberação, o então presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro deve permanecer no comando do Executivo estadual, com todas as prerrogativas do cargo.
Com a eleição do deputado Douglas Ruas para a presidência da Alerj, a Casa acionou o STF pedindo que ele fosse reconhecido como primeiro na linha sucessória e assumisse o governo.
O pedido foi feito no âmbito de uma ação que discute o formato da escolha de um governador-tampão até o fim de 2026 — se por eleição direta ou indireta. O julgamento segue suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Enquanto a disputa jurídica segue em aberto, o cenário político no estado já começa a se desenhar para as próximas eleições.
Levantamento do instituto Paraná Pesquisas, realizado entre os dias 21 e 23 de abril com 1.680 eleitores (margem de erro de 2,4 pontos percentuais), aponta liderança do ex-prefeito Eduardo Paes na corrida ao Palácio Guanabara.
Na pesquisa espontânea, 72,9% dos eleitores ainda não têm candidato definido.
O levantamento também simulou o cenário para o Senado, onde dois nomes lideram:
Com a decisão de Zanin, Ricardo Couto segue à frente do governo do Rio de Janeiro de forma interina, enquanto o STF ainda precisa definir o modelo de sucessão e a forma de escolha do governador que comandará o estado até o fim do mandato.