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EUA autorizam fuzilamento em execuções federais

Medida do governo Donald Trump amplia métodos da pena de morte e retoma injeções letais

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
24/04/2026 às 17h03
EUA autorizam fuzilamento em execuções federais
Foto: Reprodução

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (24) que passará a permitir execuções por pelotão de fuzilamento no âmbito federal, além de retomar o uso da injeção letal e autorizar outros métodos como asfixia por gás e eletrocussão.

A decisão foi divulgada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que afirma cumprir uma diretriz do presidente Donald Trump para ampliar e agilizar a aplicação da pena de morte no país.

A nova orientação estabelece um padrão para execuções federais, incluindo métodos já previstos em legislações estaduais, como:

  • pelotão de fuzilamento;
  • asfixia com gás nitrogênio;
  • eletrocussão;
  • injeção letal.

Segundo o governo, a medida busca garantir a continuidade das execuções mesmo diante da falta de medicamentos usados na injeção letal.

Atualmente, cinco estados americanos já permitem execuções por fuzilamento: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah.

  • O Departamento de Justiça afirma que a mudança é necessária para “deter crimes graves” e garantir justiça às vítimas.

A decisão também reverte, na prática, a política adotada durante o governo de Joe Biden, que havia restringido execuções federais após estudos apontarem sofrimento excessivo em alguns métodos.

Na nova diretriz, o órgão classificou essas análises como “falhas” e defendeu a ampliação das alternativas disponíveis.

Sistema descentralizado

Nos Estados Unidos, a pena de morte é descentralizada — cada estado define quais métodos são permitidos ou proibidos.

Por isso, a nova regra federal funciona como um parâmetro adicional, sem substituir completamente as legislações locais.

Nos últimos anos, o país registrou:

  • execuções por fuzilamento, como na Carolina do Sul em 2025;
  • uso de asfixia por gás no Alabama em 2024, método criticado por organismos internacionais.

Durante seu primeiro mandato (2017–2021), Donald Trump retomou execuções federais após um intervalo de quase 20 anos, com 13 condenados executados por injeção letal.

Já na gestão Biden, houve redução significativa: 37 penas foram comutadas, e apenas três execuções ocorreram no período.

Agora, com a nova política, o governo Trump retoma a ampliação do uso da pena de morte no âmbito federal.

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