
A advogada Áricka Rosalia Alves Cunha foi internada após a repercussão do caso em que foi presa por um delegado em Cocalzinho de Goiás. Em vídeo publicado do hospital, ela afirmou que a internação foi uma resposta do corpo ao estresse e classificou o momento como uma pausa necessária.
“Não é fraqueza, é consciência. Saber a hora de parar também é inteligência”, disse.
No vídeo, Áricka afirma que o episódio vai além de um caso individual e representa uma luta por direitos.
“Essa luta não acabou. Ela é pelos meus direitos, pelos direitos do cidadão e pelas prerrogativas da advocacia”, declarou. Segundo ela, o Ministério Público já se manifestou favoravelmente, apontando possível ilegalidade na situação. A defesa agora aguarda decisão da Justiça.
A advogada também reforçou que pretende seguir com as ações judiciais. “Eu não vou parar”, afirmou.
O delegado Christian Zilmon Mata dos Santos, responsável pela prisão, afirmou que atuou dentro do que considerava ser seu dever legal.
“Respeito as mulheres, a Justiça, a OAB e a Promotoria. Só estava cumprindo o que eu achava que era meu dever legal. A vítima não era eu, e sim a Polícia Civil”, disse.
O caso segue em análise e pode ter novos desdobramentos judiciais e administrativos.