
Professores e servidores administrativos da rede municipal de ensino de Goiânia aprovaram greve e devem paralisar as atividades a partir da próxima terça-feira (12). A decisão foi tomada em assembleia organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás.
Segundo o sindicato, a categoria cobra o cumprimento de 15 pautas que estariam em negociação há um ano e cinco meses sem acordo definitivo com a prefeitura.
Entre as principais reivindicações estão o pagamento do piso nacional dos professores, definição da data-base salarial, regularização de progressões na carreira e criação de um novo plano de carreira para os servidores administrativos.
De acordo com a presidente em exercício do Sintego, Ludmylla Morais, a greve foi aprovada após a categoria considerar insuficientes as propostas apresentadas pelo município até agora.
A Prefeitura de Goiânia afirmou que reconhece a legitimidade das reivindicações, mas classificou a paralisação como “imprópria”.
Segundo a administração municipal, alguns dos principais pontos cobrados pela categoria já estariam em fase de elaboração para envio de projetos de lei à Câmara Municipal.
O secretário-executivo da Secretaria Municipal de Educação, Jaime Ricardo Ferreira, afirmou que o município trabalha em propostas relacionadas ao piso nacional dos professores, à data-base e ao plano de carreira dos servidores administrativos.
Ele destacou, no entanto, que mudanças estruturais dependem de estudos de impacto financeiro e viabilidade orçamentária.
A prefeitura também informou ter investido cerca de R$ 1,7 bilhão na folha de pagamento da educação e citou ações como redução da fila por vagas na educação infantil e melhorias em escolas e creches da capital.
Segundo Jaime Ricardo Ferreira, a paralisação pode afetar diretamente a rotina das famílias e prejudicar o funcionamento da rede municipal de ensino.
A gestão municipal afirma que ainda não foi oficialmente comunicada sobre a greve, mas informou que mantém diálogo aberto com o sindicato.
A prefeitura também declarou que avalia medidas para garantir a continuidade das aulas durante a paralisação e não descarta recorrer à Justiça.
Ainda não há estimativa oficial sobre quantas escolas e unidades da rede municipal devem aderir ao movimento.