
A Justiça de Goiás condenou o Hospital da Mulher de Inhumas a pagar R$ 1 milhão em indenização por danos morais às famílias de dois meninos que foram trocados ao nascer, em 2021.
A decisão, publicada nesta segunda-feira (18), determina o pagamento de R$ 250 mil para cada mãe e cada pai das crianças. O hospital ainda pode recorrer.
O caso veio à tona em 2024, quando um dos pais desconfiou da paternidade e realizou um exame de DNA. O teste apontou incompatibilidade genética e levou à realização de uma contraprova. Depois disso, o outro casal também fez exames, confirmando a troca dos bebês.
As crianças nasceram no mesmo dia, 15 de outubro de 2021, com apenas 14 minutos de diferença.
Segundo a Polícia Civil, os recém-nascidos foram identificados corretamente no hospital, mas uma técnica de enfermagem teria entregado os bebês às famílias erradas.
Os meninos foram devolvidos às famílias biológicas em março deste ano, mas os casais seguem com guarda compartilhada enquanto tentam adaptar a rotina das crianças.
Um dos pais afirmou ao portal G1, que o processo tem sido extremamente doloroso e que os filhos ainda reconhecem como pais aqueles que os criaram desde o nascimento.
“Dinheiro nenhum vai cobrir o que a gente está passando”, declarou.
A investigação da Polícia Civil foi encerrada sem indiciamentos criminais. O delegado responsável entendeu que o caso não configurou crime, apesar do erro na maternidade.