
Horas antes da cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026, familiares de pessoas desaparecidas realizaram um protesto na Cidade do México para chamar atenção para a violência provocada pelos cartéis do narcotráfico no país.
Os manifestantes carregavam cartazes com fotos de parentes desaparecidos e tentaram marchar em direção ao Estádio Azteca, palco da partida inaugural e da cerimônia de abertura do Mundial nesta quinta-feira (11).
A mobilização, no entanto, foi interrompida pelas forças de segurança. A polícia montou um esquema especial na região, com caminhões, grades de contenção e bloqueios viários, impedindo que o grupo se aproximasse do estádio.
O México enfrenta há anos uma crise relacionada a desaparecimentos forçados e violência associada ao narcotráfico. Organizações de direitos humanos estimam que dezenas de milhares de pessoas continuam desaparecidas no país, muitas delas sem qualquer resposta oficial sobre o paradeiro.
Os manifestantes aproveitaram a visibilidade internacional proporcionada pela Copa do Mundo para dar destaque às reivindicações.
Além da manifestação dos familiares de desaparecidos, a capital mexicana também registrou protestos de professores nos últimos dias.
A categoria reivindica reajustes salariais, melhores condições de trabalho e mudanças nas regras de aposentadoria.
As mobilizações ocorreram em diferentes pontos da cidade e aumentaram o esquema de segurança montado pelas autoridades para a abertura da Copa do Mundo.
O protesto aconteceu poucas horas antes do início oficial do torneio, que tem México, Estados Unidos e Canadá como países-sede.
A cerimônia de abertura foi realizada no Estádio Azteca, na Cidade do México, que se tornou o primeiro estádio da história a receber três jogos inaugurais de Copas do Mundo.
Enquanto torcedores celebravam o início da competição, os manifestantes buscaram aproveitar a atenção global voltada ao país para reforçar pedidos de justiça e respostas sobre milhares de desaparecidos ligados à violência dos cartéis mexicanos.