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Conta de luz deve subir 8,6% em 2026, prevê Aneel

Nova estimativa da agência reguladora supera a inflação prevista para o ano e reforça pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
12/06/2026 às 18h18
Conta de luz deve subir 8,6% em 2026, prevê Aneel
Foto: Reprodução

A conta de energia elétrica deve ficar ainda mais cara em 2026. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revisou para cima a projeção de reajuste médio das tarifas e passou a estimar um aumento de 8,6% ao longo do ano. A previsão anterior, divulgada em março, era de 8%.

Os dados constam na segunda edição do boletim Infotarifas de 2026, divulgado nesta sexta-feira (12). O levantamento é utilizado pela agência para acompanhar o comportamento das tarifas de energia em todo o país e seus impactos na economia.

Apesar da alta prevista, a Aneel informou que consumidores atendidos por 22 distribuidoras poderão receber descontos nas faturas. A redução será possível graças à destinação de recursos obtidos por meio da repactuação de obrigações financeiras de empresas geradoras de energia.

Reajuste ficará acima da inflação

Mesmo com os descontos previstos para algumas concessionárias, o aumento médio da energia elétrica deverá superar os principais índices inflacionários projetados para este ano.

Segundo a Aneel, a previsão de reajuste de 8,6% está acima da estimativa de 5,8% para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) e da projeção de 4,9% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país.

O cenário reforça a preocupação com o impacto das tarifas sobre o custo de vida da população, já que a energia elétrica é um dos itens que mais influenciam o orçamento doméstico.

Energia já pressiona a inflação

Os reflexos do aumento das tarifas já começaram a aparecer nos indicadores econômicos. Em maio, o grupo Habitação registrou alta de 1,22%, impulsionado principalmente pelo encarecimento da energia elétrica.

No período, a conta de luz ficou, em média, 3,67% mais cara, contribuindo para a inflação mensal de 0,58%.

Economistas acompanham com atenção a evolução das tarifas, uma vez que o aumento da energia impacta não apenas as despesas das famílias, mas também os custos de produção da indústria, do comércio e dos serviços.

O que explica o aumento

A Aneel não detalhou no boletim um único fator responsável pela revisão da estimativa, mas o reajuste das tarifas costuma considerar uma combinação de elementos, como custos de geração, transmissão e distribuição de energia, além de encargos setoriais e condições hidrológicas.

A expectativa é que novas revisões possam ocorrer ao longo do ano, conforme a evolução dos custos do setor elétrico e das condições do mercado de energia.

Enquanto isso, consumidores devem se preparar para um cenário de tarifas mais altas em 2026, com reajuste previsto acima da inflação e impacto direto nas contas domésticas.

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