
Uma mulher em situação de rua foi internada em estado grave após ser agredida com socos e chutes enquanto dormia em uma praça de Pirenópolis, no Entorno do Distrito Federal. O caso aconteceu no dia 16 de junho e é investigado pela Polícia Civil.
Segundo as investigações, o principal suspeito é o empresário Orion Dix Paranhos, proprietário de restaurantes na cidade. Ele prestou depoimento e nega ter participado da agressão.
Imagens gravadas por uma testemunha mostram o momento em que a vítima é atacada enquanto estava deitada no local. A mulher foi localizada pela polícia três dias após o ocorrido.
Inicialmente, exames apontaram lesões consideradas leves. No entanto, após continuar relatando fortes dores e inchaço abdominal, ela passou por novos exames que identificaram uma laceração no fígado e hemorragia interna.
A vítima foi encaminhada ao Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana), onde permanece internada.
De acordo com a Polícia Civil, a mulher relatou que o agressor teria justificado a violência alegando danos em uma tampa de caixa de esgoto. Ela negou qualquer envolvimento com o problema.
Em depoimento, o empresário citou a questão da tampa danificada, mas afirmou que não responsabilizou a vítima e negou ser a pessoa que aparece nas imagens.
Apesar da negativa, o delegado responsável pelo caso afirma que a investigação reuniu elementos que apontam para a autoria das agressões, incluindo imagens e relatos de testemunhas que teriam presenciado a ação.
O inquérito foi aberto inicialmente por lesão corporal leve, mas a classificação foi alterada após o resultado dos exames médicos. A Polícia Civil investiga o caso como lesão corporal grave, podendo haver novo enquadramento conforme a evolução do estado de saúde da vítima.
Além disso, o suspeito também poderá responder por violência psicológica e dano. Segundo a investigação, ele teria jogado óleo diesel sobre o cobertor utilizado pela mulher, tornando o material impróprio para uso.
A Associação dos Comerciantes e Moradores da Rua do Lazer informou que o investigado não faz mais parte da entidade.
Em nota, a associação afirmou que ele foi desligado anteriormente por condutas consideradas incompatíveis com os princípios da instituição e reiterou repúdio a qualquer forma de violência contra pessoas em situação de vulnerabilidade.
A entidade também manifestou solidariedade à vítima e declarou confiança no trabalho das autoridades responsáveis pela apuração do caso.
A Polícia Civil segue investigando o episódio e aguarda a conclusão de diligências e laudos periciais para definir o enquadramento final dos crimes.