
Os vereadores de Goiânia utilizaram R$ 3,02 milhões da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) entre janeiro e junho deste ano. O valor representa um aumento de 10,15% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram gastos R$ 2,74 milhões, segundo dados do Portal da Transparência da Câmara Municipal.
O crescimento ocorre em um ano eleitoral, em que parte dos parlamentares deve disputar cargos de deputado estadual, deputado federal ou senador.
A principal despesa registrada no período foi com divulgação da atividade parlamentar, que consumiu R$ 1,06 milhão, o equivalente a 35,3% do total da verba utilizada.
Em seguida aparece a consultoria jurídica, com aproximadamente R$ 1 milhão, representando 33,3% dos gastos.
Somadas, as duas categorias concentram 68,6% de toda a cota parlamentar utilizada no primeiro semestre. Outros gastos relevantes incluem manutenção de escritório (R$ 404 mil) e combustível (R$ 282,8 mil).
A legislação que regulamenta a Ceap determina que vereadores candidatos nas eleições não podem utilizar a verba para divulgação das atividades parlamentares nos 120 dias que antecedem o primeiro turno.
Segundo a Câmara de Goiânia, a restrição passou a valer em 3 de junho e é acompanhada por controle interno. A Casa informou que despesas realizadas em desacordo com a norma poderão ser descontadas de futuros ressarcimentos.
O maior volume de despesas no primeiro semestre foi registrado pelo vereador Henrique Alves (MDB), primeiro-secretário da Mesa Diretora, que utilizou R$ 97,6 mil, principalmente com consultoria jurídica e divulgação parlamentar.
Em justificativa, o parlamentar afirmou que, por integrar a Mesa Diretora, precisa de maior suporte jurídico para análise de projetos de lei e documentos administrativos.
A Ceap foi criada no fim de 2024 para custear despesas relacionadas à atividade parlamentar. Atualmente, cada vereador pode solicitar ressarcimento de até R$ 16.277,11 por mês, valor correspondente a 75% do subsídio mensal dos parlamentares.