
A República Democrática do Congo ultrapassou a marca de 4 mil casos confirmados de ebola. Segundo o governo do país, já são 4.053 infecções e 1.850 mortes, no que é considerado o segundo maior surto da doença da história e um dos de propagação mais rápida.
Os casos foram registrados em cinco províncias: Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Haut-Uele e Tshopo. Especialistas acreditam que o número real de infectados pode ser ainda maior e que a circulação do vírus já ocorria meses antes da declaração oficial do surto, em maio.
A atual epidemia é causada pela variante Bundibugyo do vírus ebola. Segundo a Organização Mundial da Saúde, ainda não há vacinas ou tratamentos específicos aprovados para essa variante, o que dificulta o controle da doença.
A resposta das equipes de saúde também enfrenta obstáculos por causa do conflito armado no leste do Congo. Os confrontos entre grupos rebeldes e as forças do governo dificultam o acesso às áreas mais afetadas e o atendimento à população.
O ebola é uma doença viral grave transmitida pelo contato direto com sangue e outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. Entre os principais sintomas estão febre alta, dores no corpo, vômitos e diarreia.