
A Câmara Municipal de Goiânia aprovou, em definitivo, o projeto de lei que prevê a criação do Memorial e Museu Césio-137 na capital. A proposta passou pela segunda votação na terça-feira (11) e agora segue para análise e sanção do prefeito Sandro Mabel (União Brasil).
O projeto, de autoria do vereador Lukas Kitão (Mobiliza), busca preservar a memória do acidente com o Césio-137, ocorrido em Goiânia em setembro de 1987 e considerado o maior acidente radiológico do mundo ocorrido fora de uma instalação nuclear.
O texto não determina onde o museu será instalado. A escolha do endereço ficará sob responsabilidade da Prefeitura de Goiânia, que também poderá firmar convênios e parcerias com instituições públicas e privadas para implantação e administração do espaço.
Entre os locais considerados para receber o memorial está a área do antigo ferro-velho, no Setor Aeroporto, que teve papel central no início da contaminação.
Foi no local que a cápsula contendo Césio-137, retirada de um aparelho de radioterapia abandonado, acabou sendo aberta em setembro de 1987. A partir daí, o material radioativo foi manuseado e distribuído, provocando a contaminação de pessoas e diferentes pontos de Goiânia.
A definição do endereço, no entanto, não faz parte do projeto aprovado pelos vereadores e dependerá de decisão posterior do Poder Executivo.
A proposta prevê que o Memorial e Museu Césio-137 seja dedicado às vítimas diretas e indiretas da tragédia e à preservação da memória histórica e cultural do episódio, que completa 39 anos em 2026.
O espaço poderá receber exposições permanentes e temporárias, além de desenvolver atividades voltadas a escolas e universidades. A intenção é também estimular a conscientização sobre os impactos sociais, culturais e sanitários provocados pelo acidente.
O projeto ainda prevê ações relacionadas à valorização da ciência, da saúde pública e da segurança nuclear.
Apresentada em outubro de 2025, a proposta concluiu sua tramitação na Câmara Municipal e depende agora da sanção do prefeito para se tornar lei.