
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta quarta-feira (2) mudar o nome do Estreito de Ormuz para “Estreito de Trump”. A declaração foi publicada nas redes sociais em meio à retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã e às tensões pelo controle da passagem estratégica.
A afirmação ocorre durante uma nova escalada militar entre Washington e Teerã. Nesta quarta, o Irã acusou os Estados Unidos de um ataque contra uma festa de casamento em Kuhestak, no sul do país. Segundo a Cruz Vermelha, quatro pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas. Os Estados Unidos negaram responsabilidade pelo bombardeio.
Localizado entre o Irã e a Península Arábica, o Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e funciona como uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo e gás.
Cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente passa pela região. Por isso, conflitos ou bloqueios no estreito podem afetar o preço internacional da commodity, o transporte marítimo e os custos de energia em diferentes países.
A importância econômica e militar da passagem transformou Ormuz em um dos principais pontos de tensão na disputa entre Estados Unidos e Irã.
Não é a primeira vez que Trump faz declarações sobre um suposto controle americano do estreito. Em 14 de agosto, o presidente afirmou que pretendia declarar a região como território dos Estados Unidos.
Quatro dias depois, Trump compartilhou uma montagem que identificava Ormuz como “novo território dos EUA”. A publicação também apareceu em canais oficiais da Casa Branca.
O governo iraniano rejeitou as declarações e afirmou que a passagem está sob sua autoridade. Na ocasião, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, classificou a posição de Trump como uma “ilusão”.
A nova declaração ocorre enquanto os dois países voltam a trocar acusações e ataques. Uma eventual interrupção da navegação pelo Estreito de Ormuz poderia ampliar os impactos do conflito para além do Oriente Médio, especialmente sobre o mercado global de petróleo.