
O Irã anunciou que vai ampliar a zona de restrição marítima mantida na região do Golfo Pérsico. A nova área deverá alcançar parte do Mar Arábico e da rota utilizada por embarcações que seguem em direção ao Estreito de Ormuz, uma das principais passagens do comércio mundial de petróleo.
O anúncio foi feito pelo porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, general Hossein Mohebbi. Segundo ele, a área ampliada começará aproximadamente na direção de Chabahar, cidade portuária iraniana localizada no Golfo de Omã.
A delimitação também incluirá “outra parte do Mar Arábico ao longo da rota que leva ao Estreito de Ormuz”, afirmou Mohebbi.
As coordenadas exatas da nova zona ainda serão divulgadas pelas autoridades iranianas.
De acordo com o porta-voz da Guarda Revolucionária, embarcações que entrarem na área sem coordenação prévia com o Irã poderão sofrer sanções.
“Isso significa que, se uma embarcação entrar nessa área sem coordenação prévia, estará sujeita às nossas sanções”, declarou.
O governo iraniano afirma que mais de 50 navios já foram punidos por entrarem sem autorização na zona de controle atualmente estabelecida. O tipo de sanção aplicado a cada embarcação não foi detalhado nas informações divulgadas.
Uma área menor de controle marítimo já havia sido anunciada pelo Irã em maio.
A ampliação já havia sido antecipada na segunda-feira (7) por Mohsen Rezaei, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.
Segundo ele, a nova zona abrangeria áreas do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã, incluindo o espaço entre a linha do bloqueio americano e portos utilizados para carregamento de mercadorias.
A expansão aumenta a tensão em torno do Estreito de Ormuz, passagem estratégica que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.
A região é especialmente importante para o mercado de energia porque concentra uma parcela significativa do transporte marítimo mundial de petróleo e gás.
Estados Unidos e aliados contestam as restrições impostas por Teerã e defendem que o Estreito de Ormuz e as águas próximas permaneçam abertas à navegação internacional.
A divulgação das coordenadas da nova zona deverá determinar a extensão efetiva das restrições e quais rotas marítimas serão diretamente atingidas.