
A Universidade Federal de Goiás (UFG) tem 12 pesquisadores entre os 2% de cientistas mais influentes do mundo, segundo a edição de 2026 do ranking World’s Top 2% Scientists, elaborado por pesquisadores ligados à Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e publicado pela editora científica Elsevier. O levantamento considera o impacto internacional dos estudos desenvolvidos em 2025 e ao longo da carreira acadêmica. Entre aproximadamente 249 mil pesquisadores incluídos nas listas, 1.510 estão vinculados a instituições brasileiras.
Os profissionais da UFG atuam em diferentes áreas do conhecimento, como ecologia, genética, ciências ambientais, odontologia, química, física e medicina. O reconhecimento considera a repercussão das publicações científicas e a frequência com que os trabalhos são utilizados como referência por outros pesquisadores.
Entre os nomes destacados está o professor Jadson Diogo Pereira Bezerra, que desenvolve estudos sobre fungos associados às plantas e ao solo do Cerrado. Suas pesquisas contribuem para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade do bioma e passaram a ser utilizadas como referência em estudos realizados em outros países.
A classificação utiliza informações da base científica Scopus e considera indicadores como o número de citações recebidas pelos trabalhos, a produtividade dos pesquisadores e a contribuição de cada autor para as publicações.
Um dos critérios utilizados é o índice H, que relaciona a quantidade de estudos publicados ao número de citações recebidas.
O levantamento é dividido em duas categorias: uma avalia o impacto das pesquisas ao longo de toda a trajetória profissional, enquanto a outra considera as citações registradas no ano anterior.
Dos 12 pesquisadores da UFG reconhecidos na edição de 2026, cinco aparecem nas duas categorias.
José Alexandre Felizola Diniz-Filho — Ecologia e Evolução; Genética e Biologia Molecular.
Edgardo Manuel Latrubesse — Ciências Ambientais.
Paulo de Marco Júnior — Biodiversidade Animal; Ecologia e Evolução.
Carlos Estrela — Ciências da Saúde; Odontologia.
Wendell Karlos Tomazelli Coltro — Química.
Erika Aparecida Silveira — Ciências da Saúde; Nutrição e Saúde.
Adolfo Franco Júnior — Química; Física.
Carolina Horta Andrade — Ciências Farmacêuticas; Medicina Tropical e Saúde Pública.
Jadson Diogo Pereira Bezerra — Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro.
Cláudio Rodrigues Leles — Ciências da Saúde; Odontologia.
José Alexandre Felizola Diniz-Filho — Ecologia e Evolução; Genética e Biologia Molecular.
Edgardo Manuel Latrubesse — Ciências Ambientais.
Luis Mauricio Bini — Ecologia e Evolução.
Carlos Estrela — Ciências da Saúde; Odontologia.
Paulo de Marco Júnior — Biodiversidade Animal; Ecologia e Evolução.
Alejandro Ostermayer Luquetti — Medicina Tropical e Saúde Pública.
Wendell Karlos Tomazelli Coltro — Química.
A presença dos pesquisadores nas listas internacionais destaca a contribuição da UFG para a produção de conhecimento em diferentes áreas, incluindo estudos sobre biodiversidade, saúde humana e desenvolvimento de novas tecnologias.
Para a reitora da universidade, Sandramara Matias Chaves, o resultado está relacionado à continuidade dos investimentos em pesquisa e à integração entre ensino, produção científica e atividades de extensão.
O reconhecimento também amplia a visibilidade dos estudos realizados em Goiás, permitindo que pesquisas desenvolvidas na universidade sejam consultadas e utilizadas por instituições científicas de outros países.
A classificação reforça a participação das universidades públicas brasileiras na produção científica internacional e evidencia como pesquisas desenvolvidas regionalmente podem contribuir para avanços em diferentes áreas do conhecimento.