
Dois homens morreram e outras seis pessoas ficaram feridas após ataques com drones na cidade de Bryansk, no oeste da Rússia, nesta terça-feira (27). Segundo o governador regional, Egor Kovalchuk, as aeronaves não tripuladas seriam de origem ucraniana. A ofensiva ocorreu em meio à intensificação dos ataques entre Rússia e Ucrânia, que também atingem áreas próximas à fronteira e instalações estratégicas dos dois países.
De acordo com as autoridades russas, um dos homens morreu após entrar em contato com um artefato explosivo lançado por um drone no distrito de Bezhitsky. Outro ataque foi registrado no distrito de Sovetsky, onde seis pessoas ficaram feridas.
O governo regional também informou que três prédios residenciais e 11 veículos foram danificados. Equipes de emergência foram mobilizadas para atender as vítimas e avaliar os prejuízos.
As informações sobre os ataques foram divulgadas pelas autoridades russas e não haviam sido verificadas de forma independente. <Cite refs={["turn266794search13","turn266794search5","turn266794search4"]}/>
Um dia antes, na segunda-feira (26), o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) informou ter impedido uma operação com drones contra dois alvos estratégicos na região de Moscou.
Segundo o órgão, os possíveis ataques tinham como objetivos uma instalação de energia elétrica e um componente importante do sistema de defesa antimísseis da capital russa.
Dois homens foram presos sob suspeita de envolvimento no planejamento. De acordo com o FSB, eles seriam originários da região do Cáucaso do Sul e estariam agindo sob orientação do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU).
As autoridades russas afirmam que os suspeitos obtiveram drones e explosivos em diferentes regiões do país e transportaram os equipamentos até os arredores de Moscou.
O plano, segundo o serviço de inteligência russo, previa a utilização de drones do tipo FPV, sigla em inglês para visão em primeira pessoa. Esses equipamentos permitem que o operador acompanhe as imagens captadas por uma câmera instalada na aeronave.
O FSB afirma que um dos detidos teria sido recrutado por um agente do serviço de inteligência da Ucrânia, com a promessa de receber uma recompensa financeira.
Segundo a versão russa, o homem teria viajado ao país para organizar os ataques e, posteriormente, recrutado um conhecido para ajudá-lo.
Os equipamentos seriam controlados remotamente a partir do território ucraniano, de acordo com a investigação apresentada pelo órgão.
As prisões e as acusações foram anunciadas pelo governo russo. Até a divulgação das informações, autoridades ucranianas não haviam comentado as alegações.
O uso de drones se tornou uma das principais características da guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada com a invasão russa em fevereiro de 2022.
Nos últimos meses, a Ucrânia intensificou operações contra instalações militares e estratégicas em território russo, enquanto a Rússia ampliou ataques contra a infraestrutura energética ucraniana.
A região de Bryansk, localizada próxima à fronteira com a Ucrânia, está entre as áreas russas que registram ataques frequentes durante o conflito.
As ofensivas também aumentam a preocupação com a segurança da população civil, especialmente quando atingem bairros residenciais e instalações de energia.
Os episódios divulgados nesta semana mostram a continuidade das operações militares em diferentes frentes. Enquanto as autoridades de Bryansk avaliam os danos provocados pelos drones, o serviço de segurança russo investiga o suposto planejamento de ataques contra estruturas estratégicas de Moscou.