
A Polícia Civil do Piauí deflagrou nesta quarta-feira (5) a Operação Carbono Oculto 86, que apura um esquema bilionário de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de postos de combustíveis e fundos de investimento ligados ao mercado financeiro da Faria Lima, em São Paulo.
De acordo com as investigações, o grupo movimentou cerca de R$ 5 bilhões através de empresas de fachada, fintechs e holdings, com ramificações no Piauí, Maranhão e Tocantins.
A operação resultou na interdição de 49 postos de combustíveis e na apreensão de imóveis, veículos de luxo, uma aeronave e ativos financeiros.
O secretário de Segurança Pública do Piauí, Chico Lucas, classificou a ação como “um marco histórico”, afirmando que é a primeira vez que se comprova a conexão direta entre o PCC e o mercado financeiro paulista.
Segundo ele, a facção estruturava uma rede de distribuição de combustível adulterado, com uma nova distribuidora entre Teresina e Altos, que serviria como base para abastecer todo o Nordeste.
Entre os principais alvos estão empresários e gestores de fundos, como Denis Villani e Rogério Peres, ligados às empresas Rede Diamante, Altinvest e Pima Energia, suspeitas de atuar na ocultação e movimentação dos recursos da facção.
As investigações continuam e podem revelar novas conexões do PCC com o sistema financeiro nacional.