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Verstappen larga em 15º e encara desafio no GT World em Portimão

Tetracampeão da Fórmula 1 estreia no GT World Challenge Europe com a própria equipe e transforma a final da Endurance Cup em mais um capítulo de sua crescente dedicação às corridas de GT.

Redação
Por: Redação
16/10/2026 às 19h15
Verstappen larga em 15º e encara desafio no GT World em Portimão

Max Verstappen já está oficialmente em ação em Portimão. Nesta sexta-feira (16), o tetracampeão mundial de Fórmula 1 completou treinos e classificação para a etapa final do GT World Challenge Europe Endurance Cup, competição na qual faz sua estreia neste fim de semana.

E o desafio será grande.

O Mercedes-AMG GT3 EVO #3 da Verstappen Racing, compartilhado por Verstappen, Chris Lulham e Ben Barnicoat, terminou a classificação na 15ª posição e largará do meio de um grid de 61 carros na corrida de três horas deste sábado (17). 

A posição não conta toda a história do desempenho de Verstappen. O holandês foi o mais rápido dos três integrantes do carro #3 em sua sessão classificatória, mas o formato do GT World considera a média dos tempos dos pilotos para determinar o grid. 

É justamente aí que começa o desafio.

Verstappen mostrou velocidade, mas equipe sofreu

O início do fim de semana apresentou sinais positivos.

No teste oficial de quinta-feira, o carro #3 terminou na segunda posição, apenas 0s102 atrás do Mercedes da GetSpeed. Nesta sexta, depois de ficar apenas em 20º no primeiro treino livre, a Verstappen Racing reagiu e terminou o segundo treino em quarto. 

Na classificação, porém, o cenário mudou.

Ben Barnicoat encontrou dificuldades no Q1 e Chris Lulham também sofreu com o comportamento do Mercedes. A equipe relatou problemas de acerto e fortes oscilações do carro nas retas. 

Quando Verstappen assumiu no Q3, conseguiu 1min42s093, o melhor tempo individual entre os três pilotos do #3. Ainda assim, a média do trio ficou em 1min42s624, 0s553 atrás da pole do Porsche #2 da Boutsen VDS. 

O resultado foi o 15º lugar.

Longe do ideal para quem já declarou que está em Portugal para tentar vencer, mas não suficiente para retirar o carro da disputa.

Ainda dá para Verstappen lutar pela vitória?

Sim, mas será difícil.

Uma corrida de três horas possui dinâmica completamente diferente daquela encontrada por Verstappen na Fórmula 1.

O carro é compartilhado, existem trocas obrigatórias de pilotos, tráfego intenso entre dezenas de GT3, estratégias de pit stop e possibilidade maior de intervenções de safety car.

Com 61 carros inscritos, ganhar posições não dependerá apenas de velocidade pura. 

A largada em 15º exige uma corrida praticamente sem erros da Verstappen Racing.

Ao mesmo tempo, a diferença de apenas pouco mais de meio segundo entre a média do #3 e a pole mostra como o grid está comprimido. Isso mantém aberta a possibilidade de recuperação se o Mercedes apresentar ritmo consistente durante os longos stints.

Um pódio seria um resultado expressivo.

Uma vitória, partindo dessa posição, exigiria uma combinação de ritmo, estratégia, boas trocas de pilotos e execução quase perfeita.

Não existe título para Verstappen em jogo

Também é importante fazer uma distinção.

Apesar de Portimão ser a final da temporada do GT World Challenge Europe, Verstappen não disputa o título do campeonato. Ele participa desta etapa como integrante da formação do carro #3 ao lado de Lulham e Barnicoat.

Portanto, sua possibilidade neste fim de semana é disputar o resultado da corrida, e não conquistar o campeonato.

Para o GT World, entretanto, sua presença acrescenta enorme interesse a uma final que já reúne mais de 60 carros e diversos títulos em disputa. 

Um piloto que parece querer correr sempre

Existe ainda um elemento que transforma a participação em Portimão em algo maior do que uma simples aparição especial.

Verstappen demonstra cada vez mais que seu interesse pelo automobilismo vai muito além da Fórmula 1.

Quando encontra espaço no calendário, o holandês procura competir.

Neste ano, ele já participou das 24 Horas de Nürburgring, uma das provas de endurance mais exigentes do mundo. Agora utiliza outra brecha no calendário da F1 para disputar uma corrida de três horas no GT World.

E existe um detalhe ainda mais significativo.

A equipe leva seu nome.

A Verstappen Racing entrou no GT World Challenge em 2025 e avançou para a classe Pro nesta temporada. O projeto conquistou sua primeira vitória geral na Sprint Cup em Magny-Cours e também alcançou pódio na Endurance Cup em Nürburgring.

Ou seja, Verstappen não está apenas procurando carros diferentes para pilotar.

Está construindo presença própria fora da Fórmula 1.

Da Fórmula 1 para os GTs sem tratar como passeio

Essa talvez seja a característica mais interessante de sua trajetória recente.

Muitos pilotos da Fórmula 1 experimentaram outras categorias ao longo da carreira. No caso de Verstappen, entretanto, o movimento começa a assumir contornos de projeto esportivo.

Ele corre em simuladores, criou sua própria estrutura de competição, investe no desenvolvimento de pilotos e demonstra interesse constante por provas de longa duração.

E, quando entra no carro, o discurso também não é de exibição.

O próprio Verstappen resumiu sua postura antes do fim de semana: quer se divertir, mas o objetivo competitivo continua sendo vencer.

Portimão oferece justamente aquilo que parece motivá-lo.

Outro carro.

Outro regulamento.

Outros adversários.

E a necessidade de reaprender.

A prova começa neste sábado

A corrida de três horas acontece neste sábado (17), às 17h no horário local de Portugal, 13h pelo horário de Brasília. O cronograma foi alterado anteriormente para evitar conflito com a etapa remarcada do Mundial de Endurance em Barcelona. 

A pole pertence ao Porsche #2 da Boutsen VDS.

Verstappen, Lulham e Barnicoat largam em 15º.

É uma posição que transforma a estreia do holandês em uma corrida de recuperação desde o início.

E talvez seja justamente esse o maior atrativo.

Depois de conquistar quatro títulos mundiais de Fórmula 1, Verstappen continua procurando situações nas quais precisa novamente aprender, adaptar-se e competir.

Neste fim de semana, não existe campeonato mundial de F1 em jogo.

Também não existe possibilidade de título do GT World para ele.

Existe algo aparentemente mais simples e que parece explicar boa parte da relação de Max Verstappen com o automobilismo:

Se há uma corrida disponível. E ele quer disputá-la.

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